Peças que abordam angústia e crítica à sociedade iniciam agenda semanal em Porto Alegre
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Peças que abordam angústia e crítica à sociedade iniciam agenda semanal em Porto Alegre

Uma das atrações, "Coisa do Interior" ocorre hoje e terça na Casa de Espetáculos

Por
Correio do Povo

"Coisa do Interior" tem direção de Renata Stein

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Peças que falam sobre angústias do dia a dia e criticam a sociedade marcam a agenda cultural de Porto Alegre nesta semana. “Coisa do Interior”, de conclusão do Módulo Intermediário de Teatro da Cômica Cultural, ganha apresentações hoje e terça, às 20h30min, na Casa de Espetáculos (Visconde do Rio Branco 691).

Com direção de Renata Stein, em cena, a narrativa traz um encontro entre pessoas aleatórias em um café, onde a música é a inspiração para o desabafo de suas angústias, amores e sensações. O prólogo foi adaptado da carta de Silvia Gomez, “Os arqueólogos”. A apresentação tem textos de Jô Bilac, Lourenço Mutarelli e Renata Stein e elenco formado por Aline Bohn, Carolina Anele, Elisa Freese, Isabel Tombini, Júlia Corsete e Luiz Lewiski. 

Crítica à sociedade não indígena

Outra atração é “Terra Adorada”, de Ana Luiza Bergmann, com última encenação, hoje, às 20h, no Espaço Cerco Cultural (Riachuelo, 579). Entrelaçando narrativas vivenciadas em terras indígenas guarani e caingang, notícias jornalísticas, dados históricos, palavras de Renata Machado Aratykyra, Davi Kopenawa, Daniel Munduruku, Jaider Esbell e memórias da infância no interior do Rio Grande do Sul, a atriz mostra sua crítica à sociedade não indígena. Em performance, propõe um olhar sobre as relações ainda colonialistas e uma denúncia sobre a situação desses povos no Brasil. 

Questionamento

Rita Rosa Lende, artista e pesquisadora graduada em Dança pela Uergs e Mestranda em Artes Cênicas pela Ufrgs, faz duas apresentações diferentes, hoje e terça, às 20h, na Terreira da Tribo (Rua Santos Dumont, 1186). Hoje será para conferir “Id.Percursos”, montagem cênica que questiona “o que é ser uma mulher negra, em uma micro política que descoloniza o estado de percepção sobre o corpo da mulher negra em cena, questiona o que é cênico, o que é narrativa e questiona o que é sentido e percebido sobre o que se vê”.

Na terça, a artista encena “Peça”, uma variação da montagem Id.Percursos, sendo uma performance cênica que “se lança a responder de maneira desdobrada o que possibilita ser mulher negra, de forma existencial”.