Polêmica na realeza com entrevista de Harry e Meghan a Oprah

Polêmica na realeza com entrevista de Harry e Meghan a Oprah

AFP

Oprah entrevistou Megan e Harry

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A família real britânica neste domingo (7) se prepara para novas revelações do príncipe Harry e sua esposa americana, Meghan, quando uma semana de reivindicações e contra-reivindicações transatlânticas chega ao clímax com a transmissão de sua entrevista com Oprah Winfrey.

A entrevista de duas horas com a rainha do programa de bate-papo dos Estados Unidos é a maior revelação da realeza desde que a princesa Diana, mãe de Harry, detalhou seu casamento em ruínas com seu pai, o príncipe Charles, em 1995.

A admissão de Diana a respeito de um caso extraconjugal com o ex-oficial da cavalaria James Hewitt e sua declaração sobre seu matrimônio de que "havia três de nós neste casamento" - depois que Charles admitiu ser infiel à esposa em uma entrevista separada - foi assistida por mais de 22 milhões de pessoas no Reino Unido.

Mas isso pode ser eclipsado pela entrevista de Harry e Meghan com Winfrey, que supostamente a vendeu para a emissora americana CBS por US$ 7-9 milhões.

Winfrey também detém os direitos internacionais, o que alimentará em todo o mundo o apetite sobre a centenária monarquia do Reino Unido - e seus problemas.

Os espectadores irão sintonizar para ver se Meghan e Harry têm contas a acertar com o Palácio de Buckingham desde que abriram mão dos títulos reais - e se sim, até onde irão?

- Campanha de difamação? -

Atenção especial será dada a qualquer sugestão de Meghan, que é mestiça, de que o racismo desempenhou um papel na decisão chocante de se mudar para a América do Norte.

A ex-atriz de televisão, de 39 anos, foi retratada em alguns jornais britânicos como obstinada, calculista e mimada, e o casal como sendo temerário e egoísta por abandonar a vida real.

Mas em sua defesa, os apoiadores de Meghan, principalmente nos Estados Unidos, cogitam indícios de racismo, alegando que a monarquia não poderia lidar com uma "mulher negra forte".

Em um trecho, Meghan, que está grávida do segundo filho do casal, acusou a realeza de orquestrar uma campanha de difamação calculada e "perpetuar mentiras" sobre eles.

Isso aconteceu horas depois de que se foi divulgado que ela estava enfrentando uma investigação interna do palácio sobre alegações de que havia intimidado funcionários da casa real depois que ela e Harry se casaram em 2018.

Há outros relatos de que o casal enfrenta uma investigação sobre sua fundação de caridade, que foram vistos como uma contra-ofensiva da realeza em uma batalha amarga por apoio público e simpatia.

- 'Dedicação ao serviço' -

Poucas horas antes da transmissão, a avó de Harry, a rainha Elizabeth II, e outros membros mais velhos da realeza, incluindo seu pai e irmão mais velho, William, fizeram sua própria aparição na TV.

A comemoração do Dia da Commonwealth normalmente ocorre de forma discreta no Reino Unido, mas este ano foi observada de perto em busca de sinais de críticas implícitas a Harry e Meghan.

Em um discurso pré-gravado exibido na televisão, a rainha falou sobre a importância da "dedicação ao serviço" depois que assuntos como dever e serviço se tornaram uma questão quando Harry e Meghan se afastaram permanentemente de seus papéis como membros da realeza.

"Embora as experiências do ano passado tenham sido diferentes em toda a comunidade, exemplos estimulantes de coragem, compromisso e dedicação abnegada ao serviço foram demonstrados em cada nação e território da Commonwealth", ressaltou.

No mês passado, quando o Palácio de Buckingham confirmou que o casal não voltaria aos seus cargos reais, afirmou-se que eles não "continuariam com as responsabilidades e deveres relacionados a uma vida de serviço público".

Trechos divulgados no sábado mostraram William e sua esposa, Kate - com quem Harry e Meghan supostamente se desentenderam - elogiando os profissionais de saúde de todo o mundo por seu trabalho durante a pandemia do coronavírus.

Isso provavelmente alimentará comparações desfavoráveis com Harry e Meghan, que foram criticados por alguns meios de comunicação por reclamar de suas próprias vidas, mesmo após assinarem negócios lucrativos no ano passado.

O casal, conhecido formalmente como Duque e Duquesa de Sussex, provavelmente obterá mais simpatia pública - e um maior perfil - nos Estados Unidos.

- 'Um circo' -

O jornal Sunday Times reportou que a rainha, de 94 anos, não assistirá à entrevista, que deve ir ao ar na íntegra na noite deste domingo nos Estados Unidos e na noite de segunda no Reino Unido.

O semanário citou fontes palacianas que chamaram a situação de um "circo" e que o Palácio se prepara para represálias "com novas revelações" sobre o comportamento do casal se membros da monarquia forem atacados.

No entanto, na avaliação de muitos especialistas em realeza, nem Meghan, nem Harry deveriam atacar diretamente os membros da família real durante o programa de duas horas, pois o príncipe tem um forte vínculo emocional com a avó.

Os espectadores também verão se Harry lançará luz sobre seu rompimento com William, após informações de que ele e sua esposa, Kate, teriam sido pouco calorosos com Meghan.

É provável, ainda, que o casal expanda suas críticas à imprensa, que segundo eles apressaram sua saída e contra a qual apresentaram uma série de ações legais.

"Todos nós sabemos como a imprensa britânica pode ser, e isso estava destruindo a minha saúde mental", contou Harry há uma semana a James Corden, apresentador do "The Late Late Show".

"Eu estava, quero dizer, isso é tóxico. Então, eu fiz o que qualquer marido e qualquer pai faria. Eu precisava tirar minha família dali", concluiu.

tu-phz/csp/lc/har/bn/mvv

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