Rocky Balboa agora é treinador em “Creed”
capa

Rocky Balboa agora é treinador em “Creed”

Longa com Sylvester Stallone é uma dos grandes lançamentos desta quinta

Por
Luiz Gonzaga Lopes

Sylvester Stallone e Michael B. Jordan em "Creed: Nascido para Lutar"


publicidade

Quem começou a ver filmes nos anos 1970, não tem como não desenvolver uma simpatia pelo personagem mais importante da Filadélfia, real ou ficcional, Rocky Balboa, descrito por Sylvester Stallone como o “amigo imaginário, melhor do que qualquer outro que eu já tive”, durante premiação, com ovação de mais de três minutos, de Ator Coadjuvante no Globo de Ouro, no domingo. Ele retorna ao papel em “Creed: Nascido para lutar”, longa de Ryan Coogler, que chega aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira.

Desta vez, a luta é outra. O filho não legítimo do seu principal adversário durante a carreira, Apolo Creed, Adonis Johnson (Michael B. Jordan, de “Fruitvale Station: A última parada”), foi tirado do reformatório pela esposa de Apolo e já na idade adulta resolve procurar Rocky, mudando-se de Los Angeles para a Filadélfia, para que o campeão o treine. Evidentemente que o diretor opta por empilhar clichês sobre o mundo do boxe, mas isto é o que menos importa.

O argumento é bom, um jovem boxeador carrega o sangue do campeão mundial Apolo Creed e motiva o “tio” Rocky a treiná-lo para disputar o título mundial na Inglaterra. O que faz o filme especial não é a história em si, mas como o conhecido personagem envelhece, com reminiscências de Paulie, Adrian e Mickey e como o boxe ainda está no seu sangue.

O treinamento à moda antiga, correndo, subindo escadas, apoios com uma mão e um ator dominando um personagem há quatro décadas valem o ingresso. Não é “Rocky 7”, mas é Balboa envelhecendo com dignidade.

Assista ao trailer: