Teatro para todos os públicos

Teatro para todos os públicos

Contações de histórias pelo CCBB e Viva e Deixe Viver e espetáculos com Núcleo Teatro de Imersão e Soraya Ravenle são opções

Por
Vera Pinto

“Instabilidade perpétua”, solo de Soraya Ravenle, mistura filosofia, poesia, ficção, música e dança


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Alternativa de entretenimento educativo para crianças e adultos, o projeto Historietas, do Centro Cultural Banco do Brasil, tem como atração neste domingo, “O Canto dos Pássaros”, conto tradicional africano com Giselda Perê. Traduzido para Libras, fala de pássaros admirados por seu lindo canto, mas que se sentem infelizes, por não acharem suas penas as mais belas. O acesso se dá pela plataforma http://www.ccbbeducativo.com. Já a Associação Viva e Deixe Viver, cujos voluntários espalham alegria e ludicidade para crianças e adolescentes em hospitais por todo Brasil, promove as “Domingueiras de Histórias” em seu canal do YouTube. Neste domingo, das 10h às 11h, serão apresentados contos especiais para toda a família se reunir, assistir e refletir, fazendo com que o "ficar em casa" seja divertido e um momento repleto de novos aprendizados.

Para os adultos, o Núcleo Teatro de Imersão segue com “As Palavras da Nossa Casa”, sábados, às 21h e domingos, 20h,  com ingressos pelo site www.sympla.com.br/nucleoteatrodeimersao.  Adriana Câmara dirige o espetáculo e assina o texto, junto com Glau Gurgel, inspirado na obra de Ingmar Bergman. Durante a quarentena, uma famosa cantora lírica (Gizelle Meonon) reencontra sua filha (Adriana Câmara) e seu genro (Glau Gurgel), através de um aplicativo de videoconferência. As duas não se veem há muito tempo e guardam muitas mágoas do passado, como o fato de Eva ter precisado lidar com a perda de seu único filho, sem o apoio de Charlote, que tentava administrar as demandas de sua carreira internacional. Para resgatar os sentimentos nobres que ainda existem entre elas, mãe e filha precisam encarar todas as suas feridas, e, nesse processo, acabam proferindo palavras muito duras, de que, possivelmente, se arrependerão. A peça trata de temas como o amor, as cobranças e expectativas na criação dos filhos, as diferenças de geração, a falta de comunicação em relacionamentos, a esperança e os recomeços após dores profundas e os temores trazidos pela pandemia, em uma abordagem que parte de situações e conflitos parecidos com os que todos já vivenciaram ou testemunharam.

Finalmente o Teatro #emcasacomsesc traz “Instabilidade perpétua”, solo de Soraya Ravenle baseado na obra homônima de Juliano Garcia Pessanha, cujo  processo colaborativo contou com quatro diretoras: Georgette Fadel, Daniella Visco, Julia Bernat e Stella Rabello. Diogo Liberano assina a dramaturgia do trabalho, que mescla filosofia, poesia, ficção, música e dança, com transmissão a partir das 21h30min, pelo Instagram @sescaovivo e YouTube @sescsp. Com delicadeza e contundência, o monólogo instiga o público com aspectos filosóficos da existência humana em sociedade, oferecendo uma forma de enxergar a vida através das próprias feridas. “Fala da necessidade de encontrar o espaço raro e desmobilizado da amizade, para autorizar a dor e desvendar aquilo que ela sinaliza, num mundo cada vez mais técnico e hiper nomeado”, afirma a atriz.