Ultramen apresenta diferentes gêneros musicais em show em Porto Alegre
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Ultramen apresenta diferentes gêneros musicais em show em Porto Alegre

Combinação de sons é marca registrada da banda, que se apresentará na virada desta sexta para sábado no Barcelos Beer & Food

Por
Luiz Gonzaga Lopes

No show, Ultramen irá apresentar novos e antigos sucessos

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Com 28 anos de estrada e um hiato de cinco anos, a Ultramen é a típica banda que sempre causa expectativa positiva quando grava, lança disco e faz shows com mais regularidade. Na virada desta sexta para sábado, à meia-noite, a banda volta a tocar em Porto Alegre, no point da zona Sul, o Barcelos Beer & Food (Dr. Barcelos, 431), na Tristeza. Reservas e informações pelo (51) 3737-2666 ou pelo aplicativo do Barcelos no Facebook. A abertura será da banda Summer às 22h. 

Para este show, a banda vem com Tonho Crocco (vocal), Pedro Porto (baixo), Malásia (percussão), Leonardo Boff (teclado), Chico Paixão (guitarra) DJ Anderson (scratches) e Zé Darcy (bateria). O grupo apresenta várias músicas do álbum mais recente, “Tente Enxergar”, de 2018. Entre elas, estão “Tive Tudo”, “Fala por Ti”, “Robot Baby”, “Tente Enxergar” e “Felicidade Espacial”. A faixa “3”, que faz parte do disco “O Incrível Caso da Música que Encolheu e Outras Histórias” (2002), também é uma novidade no set list. Este álbum entrou recentemente em todas as plataformas digitais e “3” ganhou um clipe. 

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A mistura inusitada de blackmusic, samba rock, reggae, rock e rap foi fator determinante para que a Ultramen alcançasse sucesso, se tornando uma das bandas mais respeitadas do País, no mesmo cenário nacional de nomes como O Rappa, Nação Zumbi, Maskavo, Mundo Livre e outras. 

Segundo o vocalista Tonho Crocco, a gênese do que viria a ser o “Tente Enxergar” se deu no primeiro ensaio após o hiato de 2008/2013. “Nós somos uma banda de composições. Voltamos com vontade de criar e já no primeiro ensaio vieram 'Tente Enxergar' e 'Robot Baby'. Fomos amadurecendo os gêneros e ideias e surgiu a ideia de colocar o talk box deixou o disco com pegada de raggamuffin e esta sonoridade com efeitos”, afirma Tonho. O álbum foi gravado em meio a tour do DVD “A Máquina do Tempo” e lançado em vinil, CD e K7 em agosto de 2018. 

Sobre as letras e a pegada sempre política, libertária, geracional ou social da banda, Tonho lembra que desde 2013 a banda retomou de onde tinha parado. Responsável por clássicos como “Dívida”, “General” e “Peleia”, a Ultramen de “Tente Enxergar” fala assim: “Editorial repleto de ilusão/ Pula, pula, manipula, fecha os olhos e engula/ A dose diária de ódio que a tela te empurra”. “A gente continua fazendo nas letras o rap jornalismo, de ser antena, de falar daqui, da aldeia e do universal, do mundo globalizado. Uma mistura de Richard Serraria com Chuck D.”, explica. 

A fusão de discos e músicas estará no show e Tonho reflete sobre a importância da banda para toda uma geração nestas quase três décadas. “Mesmo sem querer, querendo, a gente tentou criar um gênero novo, como foi o reggae metal (creio ser uma criação nossa). Fazemos o que Mutantes, Funkadelic, De Falla, Zappa, Arthur de Faria fazem. O jeito que a gente toca black music, reggae e outros gêneros é nosso. Era isso que os Mutantes faziam. Juntavam mambo e progressivo e dava certo”, finaliza Tonho.