Vagner Cunha executa trilha em filme russo nos Concertos Capitólio

Vagner Cunha executa trilha em filme russo nos Concertos Capitólio

Músico e compositor gaúcho fará acompanhamento musical do filme "Um homem com uma câmera”, de Dziga Vertov

Arte & Agenda

Vagner Cunha é compositor, maestro e multi-instrumentista gaúcho

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Neste sábado, 6 de agosto, às 11h, dentro da série Concertos Capitólio, ocorre a exibição do filme “Um homem com uma câmera” (1929), de Dziga Vertov, que será acompanhado por música ao vivo do compositor e multi-instrumentista Vagner Cunha. O evento contará também com a participação do cantor e instrumentista Ernesto Fagundes. A apresentação, com entrada franca, ocorre na Cinemateca Capitólio, que fica na Rua Demétrio Ribeiro, 1085, no Centro Histórico de Porto Alegre.

 
"Um Homem com uma Câmera" é um filme-ícone do cinema documental e experimental, muito influente na história do cinema mundial. É a experimentação cinematográfica do que Diziga Vertov (1896-1954) chamava de cine-olho, realizado com diferentes procedimentos cinematográficos, como alteração de velocidade da câmera, stills, telas divididas, entre outros. Influenciado pelo futurismo e pelo construtivismo, o filme dialoga com a arquitetura e se afirma como um filme-tese sobre o cinema, um meta-cinema. Um homem com uma câmera revela o cotidiano da vida urbana de Odessa e de outras cidades soviéticas, retratando a indústria, o trabalho e o lazer nas grandes cidades dos anos 1920 da antiga União Soviética. Dziga Vertov foi um cineasta, documentarista e jornalista russo, considerado o precursor do cinema-verdade. Sua primeira obra cinematográfica foi o cinejornal Kinonedelia (1918). Contemporâneo de Eisenstein, Dziga Vertov fundou o movimento cine-olho, em 1923. A partir do olho, buscava a realidade-sensação do mundo, sem a representação, sem a dramatizacão.

Vagner Cunha é compositor, arranjador e multi-instrumentista. Atua nos mais diversos estilos da cena musical contemporânea. É mestre e bacharel em música pela UFRGS. Várias orquestras e grupos de câmara brasileiros estrearam suas composições, com destaque para o Concerto Para Violino No. 1, o Concerto para Piano e Orquestra Sinfônica, o Ballet Mahavidyas (executado e gravado pela Orquestra de Câmara Theatro São Pedro e coreografado por Carlota Albuquerque), o Concerto para Viola e Orquestra (encomendado em 2012 pela Osesp e estreado no mesmo ano na Sala São Paulo), além de diversas composições orquestrais premiadas pela Bienal de Música do Rio de Janeiro, como Aleph (estreada pela Orquestra Petrobras naquela cidade). Vagner também compôs trilhas musicais para dezenas de filmes e projetos audiovisuais, além de músicas orquestrais didáticas, dedicadas à formação de jovens instrumentistas. Sua obra autoral está nos discos "Mahavidyas" (2008), "Além" (2012), "Variações São Petersburgo" (2016), "Vagner Cunha convida Guinga" (2017), "Los Orientales" (2017), "Concerto para Violão de 7 cordas e orquestra com Yamandu Costa" (2017), além de dois discos dedicados a poemas de Antonio Meneghetti, interpretados pela Camerata Ontoarte e por Carla Maffioletti (2015 e 2017). Recebeu sete vezes o Prêmio Açorianos e, em 2011, o Prêmio Funarte de Composição. Atualmente é diretor musical da Camerata Ontoarte Recanto Maestro, para a qual compõe regularmente em diversas formações camerísticas. Atualmente dedica-se à composição da ópera O Quatrilho, com libreto de José Clemente Pozenato. Foi indicado ao Grammy Latino em 2018.


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