Vera Fischer recebe homenagem e solta o verbo no Festival de Cinema de Vitória
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Vera Fischer recebe homenagem e solta o verbo no Festival de Cinema de Vitória

Durante pronunciamento, artista disse estar preocupada com a cultura no país

Por
Marcos Santuario

Vera Fischer é a homenageada deste ano no evento

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“Sou artista e não só atriz”. Assim a homenageada deste ano do Festival de Cinema de Vitória definiu-se nessa quinta-feira na capital do Espírito Santo. Vera Fisher, que em novembro completa 68 anos, recebeu durante o evento o Troféu Vitória, em reconhecimento por sua carreira, na edição 26 do festival capixaba. Emocionada revelou: “Me sinto uma abençoada em estar aqui... e ter a vida que tive e de fazer coisas que gosto”.

Definindo-se como uma apaixonada pela arte, Vera se disse preocupada com a situação atual da cultura no país. “O governo tá com ódio e raiva dos artistas”, desabafou. “A arte, para eles, parece ser uma coisa perniciosa. Artista é perigoso porque pensa”.

Afastada da tela grande desde uma pequena participação como a Rainha Dara em “Xuxa e os duendes 2”, de 2002, havia estado, antes, em “Navalha na Carne”, de Neville D’Almeida, que tinha verdadeiro fetiche por ela. Brilhou ainda em 1982 na polêmico obra “Amor Estranho Amor”, de Walter Hugo Khouri.

Novidade nas telonas 

Depois disso, Vera volta ao cinema em 2020, vivendo a protagonista de “Quase Alguém”, de Daniel Ghivelder, com produção de Márcio Rosário e com Eduardo Moscovis também no elenco. A jovem que foi Miss Blumenau, Miss Santa Catarina e Miss Brasil será uma mãe, artista, que, entre outras coisas, viverá o desafio de escrever a história de Gilda Borba, a personagem. Sobre o tempo sem atuar no cinema, Vera é direta: “O cinema não me chamou mais, e eu sempre fui muito livre e não tive turmas para estar conectada a isso”.

O 26° Festival de Cinema de Vitória vai até domingo, dia 29, quando ocorre a entrega dos trofeus aos vencedores desta edição.