Wahlberg desafia uma cultura machista em "Good Joe Bell"

Wahlberg desafia uma cultura machista em "Good Joe Bell"

Filme foi lançado hoje no Festival de Cinema de Toronto

Por
AFP

Cena do filme "Good Joe Bell", com Mark Wahlberg e Reid Miller


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O novo filme de Mark Wahlberg, "Good Joe Bell", lançado na segunda-feira no Festival de Cinema de Toronto, explora a cultura machista e homofóbica que ainda prevalece nos Estados Unidos, especialmente nas áreas rurais.

O filme conta a história de um pai em sua jornada pelo país para aumentar a consciência sobre os perigos trágicos do deboche homofóbico a partir da experiência de seu filho.

Baseado em uma história real, a trajetória de Joe mostra como o preconceito é passado de geração em geração e levanta a questão do que significa ser homem no mundo de hoje.

"Significa acampar, lutar? O que significa ser durão?", questionou o diretor Reinaldo Marcus Green em entrevista à AFP antes da estreia.

Wahlberg reforçou uma imagem de "macho alfa" em 2018, quando começou a compartilhar uma rotina de exercícios estafantes, que incluía levantar às 2h30 da manhã, com sessões de ginástica e crioterapia, que viralizou na internet.

Ele aplicou a mesma disciplina à preparação para "Good Joe Bell", escrita pelos roteiristas de "O Segredo de Brokeback Mountain" e que defende a masculinidade baseada na "sensibilidade, em estar aberto e aprender a amar", disse Green.

"Mark o descreveu como o papel mais importante de sua carreira", continuou Green. "Falamos no FaceTime quase todos os dias, desde o momento em que o conheci em dezembro de 2018 ... seja no avião, na sessão de crioterapia, Mark sempre me atendeu".

Wahlberg, o caçula de nove irmãos de Boston cujos pais se divorciaram quando ele tinha 11 anos, envolveu-se com drogas e violência na adolescência.

Ele cumpriu pena por agressão antes de ficar famoso como rapper, modelo, ator e produtor em Hollywood.

"Quando conheci Mark, conversamos sobre nossos pais", lembra Green. "Viemos de comunidades onde esse machismo é muito prevalente."

Green, que sonhava ser jogador de beisebol incentivado por seu pai amoroso, mas "rígido", agora dirige um filme biográfico sobre Richard Williams - o pai das lendas do tênis Serena e Venus Williams - estrelado por Will Smith.

"É uma história verdadeiramente inspiradora", disse ele. "Acho que pode realmente ajudar, pode inspirar uma geração de crianças que vêm de algumas áreas."

O festival de Toronto, o maior da América do Norte, é celebrado principalmente de forma virutal devido à pandemia e termina no domingo.


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