Workshop foca 40 anos da história recente do cinema gaúcho

Workshop foca 40 anos da história recente do cinema gaúcho

Boca Migotto ministra “Do Campo ao Campo”, com convidados

Correio do Povo

Carlos Gerbase será o convidade desta terça-feira,

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Composto por quatro encontros, desta segunda até a próxima quinta-feira, o seminário online “Do Campo ao Campo - 40 Anos da História (recente) do Cinema Gaúcho (Portoalegrense)", se baseia na pesquisa de doutorado de Boca Migotto na UFRGS/Sorbonne, dentro do projeto Workshop Solidário. A iniciativa foi criada pela figurinista Gabriela Guez, para ajudar os colegas do audiovisual, que estão passando por necessidade devido à pandemia. Os ingressos custam de R$ 20 a R$ 50 para todo o curso, que ocorrerá das 17h às 18h30min, e as inscrições são feitas pelo link @Workshop cinema gaúcho e Facebook @workshopsolidario.

O mote é a história do cinema porto-alegrense, a partir de um recorte específico o qual está relacionado à pesquisa sobre o cinema realizado em Porto Alegre a partir dos anos 1980, com a ruptura ao cinema de Bombacha e Chimarrão, de Teixerinha, até o retorno deste cinema urbano ao campo, a partir dos filmes “Rifle”, de Davi Pretto e “Mulher do Pai”, de Cristiane Oliveira. Mas, o que há para contar desses quase 40 anos? A ideia é apresentar um pouco essa história, que passa por alguns ciclos importantes do cinema contemporâneo feito no RS, como o ciclo de longas-metragens realizados em Super-8, com filmes como “Deu Pra Ti anos 70”, de Giba Assis Brasil e Nelson Nadotti e “Inverno”, de Carlos Gerbase. Esse ciclo terminaria com “Verdes Anos”, de Giba Assis Brasil e Carlos Gerbase, realizado pela mesma turma mas em 35mm. 

Com o fim da Embrafilmes, essa turma vai realizar alguns dos principais curtas brasileiros deste período, como “Ilha das Flores”, de Jorge Furtado, e retomar a produção de longas apenas em 1999, com “Tolerância”, de Carlos Gerbase. Nesse entretempo, no entanto, surge uma segunda geração de cineastas urbanos que vai seguir, mais ou menos, os mesmos passos da geração anterior, iniciando com o Super-8, passando pelo 16mm e 35mm e realizando seus primeiros longas apenas nos anos 2000, com o advento do digital. Essa geração, na pesquisa em questão, é representada pela produtora Clube Silêncio e tem como longa-metragem significativo o “Ainda Orangotangos”, de Gustavo Spolidoro. Por último, a geração que vai nascer, já, no ambiente digital, e realizar alguns dos longas-metragens mais aclamados no Rio Grande do Sul, como “Beira Mar” e “Tinta Brut”a, de Filipe Matzembacher e Marcio Reolon mas que, acima de tudo, vai realizar o movimento de retorno ao Pampa, abandonado desde a ruptura com o cinema de Teixerinha, através de filmes como “Rifle”, de Davi Pretto e “Mulher do Pai”, de Cristiane Oliveira. Trata-se de uma história de quase 40 anos, cheia de nuances, a partir da qual é possível realizar inúmeras digressões sobre o audiovisual brasileiro realizado no Rio Grande do Sul. Para cada aula, com um ou dois convidados, haverá a tentativa de transformar em um dinâmico bate-papo para que seja aprofundado cada período, começando pelo cinema de Teixerinha.

Confira o cronograma: 
22/jun - "Teixeirinha e o Cinema Rural", com Miriam Rossini e Daniel Feix
23/jun - "Anos 80 - a Ruptura com o Cinema Rural e POA como Cenário", com Carlos Gerbase
24/jun - "Anos 90/2000 - a Nova Ruptura - do Super8 à Clube Silêncio", com Gustavo Spolidoro
25/jun - "Pós-Anos 2010 - Retorno ao Pampa - do Novo Cinema Port- Alegrense ao Cinema Autoral  Pampa Gaúcho", com Davi Pretto e Cristiane Oliveira

Sobre os convidados
Miriam Rossini: Professora do Departamento de Comunicação e do PPGCOM da Fabico/Ufrgs. Pesquisadora de cinema brasileiro. 

Daniel Feix: Jornalista e crítico de cinema, presidente da Associação de críticos do RS (Accirs) e membro da Associação Brasileira de Críticos de Cinema (abraccine). É mestre pela PUC e autor da biografia “Teixeirinha - Coracao do Brasil”

Carlos Gerbase: Cineasta, escritor, professor e músico, se divide entre as artes e a academia. É Doutor em Comunicação pela PUCRS e tem pós-doutorado em cinema na Universidade Sorbonne Nouvelle-Paris 3. Foi um dos fundadores da Casa de Cinema de Porto Alegre e, hoje, é sócio da Prana Filmes. Ao longo da carreira, já dirigiu inúmeros curtas, longas e programas para TV.

Gustavo Spolidoro: Como diretor de cinema, dirigiu várias obras, com destaque para “Ainda Orangotangos” e Morro do Céu. É também  professor do Curso de Realização Audiovisual da PUC-RS e um dos sócios do CineEsquemaNovo.


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