De olho nos preços baratos

De olho nos preços baratos

Por Eugenio Bortolon*

Correio do Povo

publicidade

Fiquei impressionado com a notícia que ouvi no rádio: consumidores estão desde a manhã de ontem acampados, esperando as portas de um shopping abrirem para fazer comprar neste dia da Black Friday. Achei demais, um exagero, mas ao percorrer algumas ruas da cidade vi que o dia mobilizou não só os consumidores, mas também os comerciantes e os grandes centros de vendas. Os consumidores esperam preços interessantes, bem abaixo do normal, para poder comprar aquele produto sonhado e esperado. Para os lojistas é dia de, finalmente, vender grande parte do estoque para fazer caixa e superar os prejuízos sentidos durante grande parte da pandemia e que só agora dão sinal de algum fôlego.

Tradição americana que ocorre logo depois da Ação de Graças, maior e mais movimentado feriado dos EUA, a Black Friday, por lá, enlouquece os consumidores e os grandes magazines que fazem uma limpeza geral nas suas prateleiras. Preços muito convenientes, baixos mesmo.

Adotado por grande parte de países europeus com o mesmo nome ou outros nomes, o dia é considerado de faturamento alto e de colocar as contas em dia para os lojistas.

No Brasil, a promoção ganhou forte apoio nos últimos anos. Não há quem não goste de uma Black Friday por aqui, muitas vezes, ampliada para uma semana de preços baixos. Há alguns anos, havia muitas queixas dos consumidores de que a promoção era uma farsa ou uma fraude, mas isso aparentemente virou folclore, lenda ou qualquer coisa do gênero. Se fosse realmente só isso, não vingaria, não daria certo e cairia no esquecimento. Mas não. Atualmente, toda a cadeia de serviços entrou na “festa” dos descontos. Hotéis, restaurantes, bares, estão realizando promoções de descontos Brasil afora. Alguns hotéis anunciavam ontem descontos de até 70% para hoje e todo o final de semana. Bares estavam informando que quem comprar uma cerveja poderia beber duas. Este tipo de promoção me parece saudável e fortalecedora nestes tempos em que a economia tenta respirar novamente e ganhar contornos definitivos de recuperação depois de meses e meses de instabilidade e também de sofrimento.

*Jornalista


Mais Lidas


Correio do Povo
DESDE 1º DE OUTUBRO 1895