Onde está seu camisa 10?

Onde está seu camisa 10?

Por Henrique Girardi*

Henrique Girardi

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Nestes primeiros dias de janeiro, a imprensa gaúcha tem falado muito sobre a busca dos grandes clubes de futebol ao tal “camisa 10”. É um jogador cerebral, articulador, decisivo, com assistências e, de preferência, chute de fora da área, que possa surpreender o goleiro ou fazer aquele gol de placa. Um jogador que possa compartilhar de sua técnica, fazer gols, dar assistência, mas que possa também ajudar a liderar a equipe. Um líder que ajude a comandar o grupo, que tenha diálogo com os companheiros de equipe e que possa liderar em sentido ao sucesso. No caso do futebol, os títulos.

Mas não são apenas os clubes de futebol que estão atrás desse profissional. O camisa 10 ou, também, a camisa 10 são importantes e fundamentais em diferentes organizações. Algumas pesquisas comprovam, inclusive, que as camisas 10 são mais competentes. Uma empresa de pequeno porte, por exemplo, depende ainda mais da participação de um (a) profissional assim. Empresas maiores chegam a contar com dezenas, centenas, milhares de “camisas 10” e convivem com muitos desafios para desenvolver suas equipes. Esse é um projeto estratégico para qualquer organização.

Conecte isso com o contexto atual de otimização de processos, digitalização, métodos ágeis, gestão de dados, com indicadores e atuação em tempo real. Uma importante questão é a capacidade da administração por dezena de colaboradores e outros recursos. Assim como no futebol, quando depositamos expectativa além das habilidades técnicas de um profissional, e incluímos questões emocionais, estamos, na verdade, buscando um profissional que desempenha e exerça liderança. Esse profissional tem interesse pela gestão, tem motivação de trabalhar em equipe, de liderar, de buscar intensamente a melhoria dos resultados. Alguns são mais técnicos, outros mais gestores ou mais obcecados pela liderança. Tenho trabalhado, nos últimos anos, com alguns camisas 10. Outros camisas 8 e 9.

A formação de novos camisas 10 é, certamente, uma questão. Veja: as organizações produzem muitos por aí. As universidades gaúchas formam muitos por ano. Nas empresas, assim como no futebol, o camisa 10 pode estar dentro de casa ou pode ser preciso ir até o mercado. O ponto é, como no futebol: ou você já conta com o (a) camisa 10 ou ainda está correndo atrás. Por outro lado, muitos times já jogam sem aquele típico camisa 10. Acontece. Seja pela ausência de mão de obra, seja pela incompetência de lapidar e conectar em uma engrenagem (time). Sua empresa já tem seu camisa 10

CEO da Girardi Brasil*


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