Quando a transformação começa pela universidade

Quando a transformação começa pela universidade

Por Amanda Cornélio*

Correio do Povo

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Os últimos anos foram desafiadores para os empresários. A economia gaúcha teve a pior retração em nível nacional em 2020. E o cerne do problema foi algo invisível, não descrito em teorias ou livros acadêmicos: a Covid-19. Conviver com o coronavírus foi e é algo inusitado, ingrato e triste.

É neste cenário que muitos dos futuros empresários e empregadores da economia gaúcha se depararam durante a primeira experiência deles com o empreendedorismo. Assim como o Estado se destaca por sustentar posições no ranking nacional das melhores economias, com sua capital entre elas, o Movimento Empresa Júnior tem grande expressividade no Rio Grande do Sul, sendo representado pelo Núcleo Empresas Juniores de Porto Alegre e Região Metropolitana (NEJ POA), na região leste do Estado.

Nos últimos dois anos, marcados pelo enfrentamento à pandemia do coronavírus, as empresas juniores atuantes na Região Metropolitana se empenharam em contribuir para a redução de desigualdades, impactando o ecossistema empresarial em meio à crise. Elas têm desenvolvido produtos e serviços focados nesse cenário e atuando até por meio da prestação pró-bono de algumas consultorias para PMEs.

Através de 36 empresas juniores, 600 estudantes de graduação estão recebendo uma formação empresarial pela execução de projetos de extensão universitária atendendo a demandas do mercado. Em suas áreas específicas de conhecimento, ou seja, relacionadas aos cursos de graduação da universidade, eles abrem empresas ou começam a trabalhar naquelas já criadas e passam a ter uma vivência empresarial completa, exercendo atividades específicas e técnicas, além de participar da gestão interna em diferentes áreas da empresa.

A partir desta experiência, os estudantes estão desenvolvendo habilidades empresariais e capacidades voltadas a resolver problemas e a atender necessidades do ecossistema. Por isso, as soluções empresariais oferecidas a partir de empresas juniores conferem competitividade ao mercado local, promovendo a redução de desigualdades a partir do acesso a serviços com valores mais acessíveis, democratizando este ambiente.

*Presidente do Núcleo Empresas Juniores de POA e Região Metropolitana


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