Um olhar para o nosso amanhã

Um olhar para o nosso amanhã

Por Henri Siegert Chazan*

Correio do Povo

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A pandemia da Covid-19 trouxe várias incertezas sobre nosso futuro. Quando a crise sanitária terá fim? Voltaremos a um estado de normalidade? Perguntas ainda sem respostas. Mas, nem por isso, podemos deixar de olhar para o amanhã. E independentemente de como será lá na frente, temos de estar prontos para uma série de mudanças que estão em andamento.

É o caso do envelhecimento da população. Dados do IBGE indicam que, em 2030, o número de brasileiros com 60 anos ou mais será superior ao de jovens entre zero e 14 anos. Cenário que exige atenção especial da sociedade e dos governos para oferecer serviços e políticas públicas de qualidade à população idosa.

São muitos os desafios: cuidado com a saúde, moradias customizadas, ações de assistência social e integração tecnológica, entre outros. Há, também, as Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPIs). Se antes eram vistos de forma pejorativa, hoje são cada vez mais reconhecidos como espaços de bem-estar e atenção à terceira idade.

Com a pandemia, esses locais enfrentaram grandes desafios: do isolamento para a proteção dos idosos ao reforço nos protocolos contra o vírus, passando pela capacitação dos profissionais. Mas, como todas as crises, essa também trouxe oportunidades para uma maior excelência no atendimento aos residentes.

Essas questões estarão na pauta do 1º Fórum Nacional das ILPIs Privadas, promovido pelo Núcleo de Residenciais Geriátricos do Sindihospa – Moderna Idade. Em formato 100% on-line, o evento reunirá especialistas de todo o país para discutir os desafios e oportunidades para o setor. Após o encontro, será formulada a Carta de Porto Alegre, com sugestões ao Executivo e Legislativo para qualificar as políticas voltadas para essa população.

Somos os idosos de amanhã. E, se quisermos que nosso futuro seja melhor, devemos começar cuidando bem do agora, com políticas e ações de qualidade para a terceira idade. É missão de todos colocar isso em prática. Não sabemos ainda como será daqui a 10 ou 20 anos. Mas se agirmos já, teremos a certeza de uma vida melhor – para os que nos antecederam e para nós mesmos.

*Presidente do Sindicato dos Hospitais e Clínicas de Porto Alegre (Sindihospa)


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