Mercedes fecha fábrica

Mercedes fecha fábrica

Marca passa por um processo de eletrificação de seus veículos

Renato Rossi

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A Mercedes-Benz do Brasil anunciou ontem o fechamento em definitivo da unidade industrial de Iracemapolis, no interior de São Paulo, onde eram produzidos o Classe C e o GLA, com baixo nível de nacionalização. O presidente mundial da Mercedes, o sueco Olla Kallenius, referiu-se por diversas vezes ao fechamento de unidades industriais não lucrativas, que não seriam adaptáveis, por localização geográfica ou pela baixa produção à transição para a produção de veículos elétricos.

A Mercedes-Benz investe muitos bilhões de dólares numa difícil transição que deve ser subsidiada na venda dos luxuosos modelos a combustão. A montadora não se dedicou à hibridização da frota e fará uma transição sem etapas para a eletricidade. Em Iracemapolis, o numero de veículos produzidos desde a inauguração, em janeiro de 2016, não ultrapassou 30 mil unidades. A fábrica tinha no momento de seu fechamento 370 funcionários. 

Mas convém lembrar que em 2016 a Mercedes investiu mais de R$ 700 milhões na construção e robotização da unidade de Iracemapolis. E nunca houve ousadia ou planos de novos produtos diante das limitações econômicas do mercado brasileiro, onde o carro de luxo sempre foi exceção à regra.

Na semana passada, Kallenius voltou a falar no processo de eletrificação da Mercedes-Benz e afirmou que serão lançados mais seis modelos elétricos até 2022. Atualmente, a marca comercializa no mundo e no Brasil seu único carro elétrico, o sofisticado SUV EQC. Mas a Mercedes produzirá elétricos mais acessíveis em custo para mercados que já assimilam essa proposta, sem restrições. Caso da China e Europa e, em breve, dos Estados Unidos.

 


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