Além dos planos

Além dos planos

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Com uma presença importante dos diálogos que lembram as produções de Woody Allen, "O Plano de Maggie", de Rebecca Miller (uma americana de pouco mais de 50 anos), leva o espectador para a cidade que também é a preferida daquele cineasta. Numa nova Iorque sutil como pano de fundo, a trama envolve intelectuais, professores e escritores, imersos em diferentes buscas, crises e desejos. Rebeca já teve seu olhar como diretora apresentado em produções como "A Vida Íntima de Pippa Lee" e "O Mundo de Jack e Rose", revelando um olhar generoso sobre a condição humana de seus personagens.




No centro da trama de "O Plano de Maggie" se insere  o desejo de uma jovem estudante em ter um filho. Sem importar-se em tornar-se mãe solteira, Maggie (Greta Gerwig) até já encontrou até o doador, um atlético vendedor de picles artesanais, o jovem Guy (interpretado por Travis Fimmel) que gira em torno de seus laços de amizade.

Mas, a linearidade possível dá lugar a cenas intensas, diálogos frenéticos, tomadas de câmera as mais próximas possíveis, e as tensões pessoais e sociais são bem exploradas, prontas para gerar empatias imediatas. O professor, intelectual e escritor em busca de sucesso, John (vivido por Ethan Hawke), enfrenta uma crise em seu casamento com  a forte Georgette (uma intensa Julianne Moore), e acaba no apartamento e na cama da jovem Maggie (Greta Gerwig). Tudo se perfila para consolidar um triângulo amoroso, e uma série de crises individuais e familiares.


Quem estiver interessado em relações humanas, contemporâneas, nem sempre fáceis ou simples, vai encontrar em "O Plano de Maggie" um momento muito bom de reflexão leve, mas que deixa rastros no pensamento e no sentimento.

O filme esteve em duas importantes seleções dos festivais mundiais, no Toronto International Film Festival (Tiff), e no Festival de Sundance.

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