Anões acelerados
capa

Anões acelerados

Por

publicidade

O segundo filme da trilogia "O Hobbit", com o subtítulo de "A Desolação de Smaug", é adaptado do livro homônimo do britânico J. R. R. Tolkien (o mesmo de "O Senhor dos Anéis"). A primeira parte, "Uma Jornada Inesperada", foi lançada em dezembro de 2012; e a terceira, "Lá e de Volta Outra Vez", está prevista para 2014.

Essa trilogia é adaptada novamente pelas mãos do cineasta neozelandês Peter Jackson, que já dirigiu a franquia "O Senhor dos Anéis". A história é ambientada 60 anos antes dos fatos apresentados na bem-sucedida trilogia anterior.

Neste novo filme, o grupo de anões sobreviventes do reino de Erebor dá continuidade à jornada de retomar seu castelo e as minas de ouro que ficam sob o reino, tomado por um dragão. O mago Gandalf, o Cinza (Ian McKellen) e o hobbit Bilbo (Martin Freeman) também se juntaram à missão dos anões e enfrentam perigos. Eles têm de passar pela Floresta das Trevas, onde Gandalf os deixa para descobrir qual a fonte do mal que está se espalhando por toda a Terra Média. A criatividade de Tolkien ganha uma produção espetacular para os ambientes e cenários em cena. Os desafios a serem superados pelos heróis englobam florestas com aranhas gigantes (o filme pode não ser indicado para quem tem aracnofobia!), elfos elegantes e aparentemente invencíveis, orcs nojentos e uma cidade sobre um lago. Os anões e o hobbit seguem até chegar ao castelo onde está Smaug, o dragão que há muito tempo saqueou o reino do avô de Thorin, o líder dos anões. Esses seres, apesar da baixa estatura, se mostram ágeis guerreiros que sabem trabalhar em equipe. A sequência em que eles fogem de uma prisão em barris descendo uma corredeira tem tudo para se tornar memorável no cinema.

Uma novidade deste filme em relação ao anterior é a introdução da personagem Tauriel, uma elfa que é a chefe da guarda de seu povo, vivida pela atriz Evangeline Lilly (da extinta série "Lost"). Ela será uma combatente ao lado de Legolas (Orlando Bloom). Mas, dentro do reino dos elfos, ela é inferior hierarquicamente a ele. A guerreira será responsável pelo sutil clima romântico da trama (que, por sinal, fez falta no longa-metragem anterior dominado por personagens masculinos).

Se no primeiro filme as cantorias do anões glutões e as caminhadas sem fim do grupo dos baixotes por florestas da Terra Média deixaram a trama um tanto arrastada, este segundo episódio acelera o ritmo e isso é positivo. A parte técnica, em áreas como som, efeitos especiais e maquiagem, especialmente nas versões em 3D, supera o primeiro filme e pode, quem sabe, levar algumas indicações ao Oscar nas respectivas categorias. Desta forma, "A Desolação de Smaug" é para fãs de contos de fadas e fantasias, mas pode encantar mesmo quem não é fã do gênero. 

Por Adriana Androvandi