Clima literário

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Com uma direção segura do brasileiro Felipe Hirsch e com a produção do competente Rodrigo Teixeira, da RT Features  ( a mesma do oscarizado "Me Chame Pelo Meu Nome"), o longa-metragem “Severina”  conta com uma simplicidade criativa e envolvete a história de um livreiro melancólico e aspirante a escritor (vivido por Javier Drolas), que percebe entrar em sua vida, como um furacão,  uma mulher misteriosa que rouba na sua livraria (a atriz Carla Quevedo, que vive nos EUA). O clima gera um envolvimento, pelo interesse nos livros, mais do que pelas atitudes de cada um. Ela envolta em mistério, vai se deixando descobrir aos poucos. E é aí o momento em que a trama se torna ainda mais envolvente: o jovem apaixonado e solitário começa a viver um delírio amoroso, na fronteira entre a ficção e a realidade.

Hirsch assina também o roteiro do longa, que foi baseado no original do flamante escritor guatemalteco Rodrigo Rey Rosa. O filme é falado em espanhol, e foi todo gravado no Uruguai, depois que as locações propostas para Porto Alegre parece não ter estimulado os investidores. Apresentado no Festival de Locarno, encantou em terras suíças, com um  elenco que conta, além os atores argentinos Javier Drolas, Carla Quevedo e Alejandro Awada, o chileno Alfredo Castro, e o uruguaio Daniel Hendler. A trilha sonora envolvente é do talentoso músico gaúcho Arthur de Faria.
Delicado e envolvente, "Severina" é para ser apreciado, como um bom livro: com mente e corações abertos.

 

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