Cultura indígena
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Guerra do tráfico na Colômbia pré-Pablo Escobar em "Pássaros de Verão"

Por
Chico Izidro

Dança ritual da jovem Zaida faz pretendente buscar fortuna com as drogas

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"Pássaros de Verão" (Pájaros de Verano), dirigido pela dupla Cristina Gallego e Ciro Guerra, se passa na Colômbia antes do surgimento de Pablo Escobar e seu domínio das drogas. A trama se inicia nos anos 1960, no território habitado pelos indígenas Wayuu, e de cara mostra uma cerimônia de iniciação feminina numa aldeia na Península de La Guajira, no nordeste da Colômbia, com a emancipação da jovem Zaida (Natalia Reyes), que com apenas 13 anos faz uma dança ritual. Sua sensualidade atrai o jovem Rapayet (José Acosta), que ali decide que a menina será sua.

O problema é que Rapayet não integra a comunidade local e muito menos aparenta ter condições de atender as exigências feitas pela mãe de Zaida, Ursula (Carmiña Martínez). Ela pede em troca da mão da filha uma série de exigências para o dote, como por exemplo, 27 cabras. Algo impossível de ele conseguir. Porém um amigo de Rapayet, Moises (Jhon Narváez), descobre que alguns norte-americanos que fazem parte do Corpo da Paz que atua na região, querem muito obter maconha. Está aí uma forma de conseguir a grana para adquirir o dote exigido pela família de Zaida.

A história de Pássaros de Verão transcorre por mais de duas décadas. Mostrando a evolução de Rapayet como chefe do tráfico e dono de um império no interior do país, mas também atraindo inimigos. Tudo vai descambar para um conflito muito violento. O filme é em sua maior parte do filme falado em idiomas indígenas, e reconstitui com vigor a cultura e o ambiente Wayuu.  O título "Pássaros de Verão" tem dois significados. O primeiro se refere aos animais tradicionais da cultura Wayuu, e o segundo é relacionado aos aviões vindos dos Estados Unidos que chegavam frequentemente à região em busca da maconha na Colômbia de forma mais frequente. É um filmaço.

 

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