Fugindo da morte
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Fugindo da morte

Em “Meu Nome é Sara”, menina é obrigada a esconder suas origens para sobreviver ao nazismo

Por
Chico Izidro

Protagonista teve de esconder origem judaica para sobreviver

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A II Guerra Mundial é uma fonte inesgotável de histórias, principalmente o Holocausto judeu praticado pelos nazistas. Em “Meu Nome é Sara” (My Name is Sara), direção de Steven Oritt, a produção norte-americana, mas podendo se passar tranquilamente por um filme europeu, é mostrada a trajetória da jovem Sara Góralnik Shapiro (1930-2018), nascida na Polônia, e que durante o conflito foi obrigada a esconder suas origens para escapar da morte.
 
Entre 1942 e 1945, Sara, vivida por Zuzanna Surowy, se abrigou em uma fazenda ucraniana, trabalhando como babá, e sendo obrigada a se passar por católica. Os seus empregadores, os fazendeiros Pavlo (Eryk Lubos) e Nadia (Michalina Olszanska), passavam o tempo tentando surpreende-lá, como por exemplo, pedindo que ela terminasse uma oração ou fizesse o sinal da cruz, e até a obrigando a comer carne de porco.

A personagem sabia que não podia vacilar, sob risco de morte. E até mesmo provocar a morte de seus empregadores – aqueles que socorriam judeus eram sumariamente executados. E por mais que os fazendeiros tivessem traços anti-semitas, o que era comum na população católica, a estavam ajudando.  

O filme  tem tensão – os nazistas pouco aparecem. Numa cena forte, Sara e seu empregador passam de carroça no meio de uma floresta, poucos segundos antes de um grupo de judeus estarem se despindos e serem fuzilados pela SS. Mas a ação transcorre mais na fazenda, onde a cada momento, o disfarce de Sara pode ser descoberto. Os olhares de temor da protagonista são perfeitos.

E mais uma obra sobre o Holocausto nunca é demais. A história, afinal, não pode ser esquecida para não ser repetida.

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