História requentada
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História requentada

Anna se compõe de elementos já fortemente utilizados em filmes como Salt, Atômica e Operação Red Sparrow

Por
Chico Izidro

A atriz Sasha Luss está convincente como a espiã sedutora e mortal.

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Com roteiro e direção de Luc Besson, "Anna - O Perigo Tem Nome", meio que perdeu o trem da história, pois se compõe de elementos já fortemente utilizados em filmes como "Salt", com Angelina Jolie, "Atômica", com Charlize Theron, e "Operação Red Sparrow", com Jennifer Lawrence. Aliás, o próprio diretor já havia embarcado em projetos semelhantes, como Lucy, com Scarlett Johanson, e Nikita, com Anne Parillaud como protagonista. Ou seja, longas com a temática espionagem com mulheres nos papéis principais.

Assim, “Anna – O Perigo Tem Nome” é mais um requentado, focando na garota russa, vivida pela modelo e atriz Sasha Luss, que vive na Moscou do final dos anos 1980, ou seja, pouco antes da derrocada da União Soviética – ops, Atômica tinha a mesma sinopse...Ela é treinada pela KGB para eliminar inimigos do estado, enquanto se disfarça de modelo, atuando em uma agência de Paris. Mas tem seus passos seguidos pela CIA, e em determinado momento vê a sua vida ameaçada. O que fazer? Buscar a  liberdade em plena Guerra Fria.

O filme apresenta muitas cenas em flash-back , para contar o passado da garota e como ela foi parar naquela situação. E isso é um acerto, com excelente reconstituição de época – aliás, os cenários são surpreendentes. Afinal, sendo um filme de espionagem, privilegia várias locações pelo mundo.

A atriz Sasha Luss está convincente como a espiã sedutora e mortal. Uma das melhores cenas do filme acontece em um restaurante, onde Anna entra em luta corporal e sanguinária com vários seguranças de seu alvo. Além dela, aparecem Luke Evans como o espião da KGB e Hellen Mirren vivendo Olga, a manda-chuva da agência de espionagem russa, e Cillian Murphy, o agente da CIA. Todos muito bem em seus papéis. O problema em “Anna – O Perigo Tem Nome” é que lhe falta ineditismo, não apresentando nada de novo, com cada momento sendo comparado com aqueles filmes já vistos e revistos.

 

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