Hora de terminar
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O terceiro filme da saga “O Hobbit”, com o subtítulo de “A Batalha dos Cinco Exércitos”, finaliza a trilogia de Peter Jackson adaptada da obra homônima de J. R. R. Tolkien.  Precedido por “O Hobbit: A Desolação de Smaug” (2013) e “O Hobbit: Uma Jornada Inesperada” (2012),  esta estreia conta uma história fantasiosa ambientada na Terra-Média, 60 anos antes dos acontecimentos de “O Senhor dos Anéis”.

Nesta aventura, um grupo de anões começou uma jornada para reaver seu reino repleto de ouro, a Montanha Solitária, que foi tomado por um dragão. Enquanto forças ocultas se organizam naquele universo, os pequenos seres ganham a ajuda de um hobbit, Bilbo Bolseiro (Martin Freeman), do mago Gandalf, o Cinzento (Ian McKellen) e dos elfos na empreitada. Após retomarem a montanha, o rei dos anões, Thorin (Richard Armitage), é atingido por uma maldição e se torna obcecado pelo tesouro recuperado, deixando de cumprir suas promessas com os aliados. Enquanto Bilbo tenta fazê-lo voltar à razão, o grupo não imagina que um antigo inimigo está de volta à Terra-Média: é Sauron, o Senhor da Escuridão, que enviou legiões de orcs para um ataque surpresa à montanha. Desta forma, cinco grandes exércitos irão se encontrar para uma guerra. O que se pode esperar deste filme é "mais do mesmo", em relação aos títulos anteriores: muitas cenas de batalha com espadas, com anões, elfos e orcs voando pelos ares. A mensagem edificante fica por conta da vitória da amizade sobre a ambição. O filme mostra, porém, que a exploração da saga se esvaziou em emoção perante a grandiosidade dos efeitos especiais, não inovando em nada o trabalho do diretor em relação a sua trilogia anterior ("O Senhor dos Anéis"). Tampouco teve um protagonista carismático que conquistasse o público: Martin Freeman é eficiente, mas não arrebatador. Disto se conclui que a saga estava na hora de chegar realmente ao fim.

Por Adriana Androvandi