Grêmio, Inter e a crise financeira
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Grêmio, Inter e a crise financeira

Estrago será feio. Inter estima R$ 60 milhões a menos

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A pandemia do coronavírus poderá fazer com que Grêmio e Inter tenham a menor arrecadação da última década ou mais. É impossível avaliar todo o estrago financeiro com a parada do futebol porque algumas decisões ainda não foram tomadas, com por exemplo como ficará a questão da verba da TV. 
Motivo: não se sabe se teremos o Brasileiro ou, na melhor das hipóteses, quando ele começará. Atualmente, a emissora divide a cota de TV da seguinte forma: 40% igual para todos os clubes envolvidos, 30% por exibição de jogos na televisão e 30% por posição final no campeonato.
O orçamento do Grêmio para 2020 prevê receita de R$ 341,9 milhões. Grande parte da grana prevista programada vem da TV, R$ 120 milhões. Depois, a venda de jogadores, R$ 88 milhões e em terceiro, os sócios, R$ 75 milhões.
Pepê, Everton, Matheus Henrique,....
Dificilmente o clube negociará jogadores. Pepê, Everton e Matheus Henrique devem seguir na fila. Ou seja, está comprometida a arrecadação de R$ 88 milhões. Outras receitas sofrerão redução. A GrêmioMania da Arena está fechada para o público. Vendas, só pela Internet. No ano de 2018 a operação GrêmioMania Megastore da Arena atingiu faturamento superior a R$ 20 milhões. Foram R$ 20,1 milhões, maior resultado financeiro na história da loja. 
Os dois próximos jogos do Grêmio pela Libertadores em casa estão marcados para 21 de abril e 7 de maio. Cada partida tem premiação de R$ 5 milhões.
Futurologia
Já o plano orçamentário do Inter para 2020 prevê um faturamento de R$ 397 milhões. As cotas de TV deixariam R$ 135 milhões. A venda de jogadores, R$ 95 milhões. Os sócios deveriam deixar quase R$ 90 milhões contra R$ 82 milhões em 2019. O custo do futebol está orçado em R$ 283 milhões. 
Assim como o Grêmio, o Inter tem futuro incerto quanto ao dinheiro da TV e venda de jogadores. Os dirigentes colorados estimam que o clube poderá deixar de faturar cerca de R$ 60 milhões por causa da parada provocada pelo coronavírus. 
Mas segundo o vice-presidente Alexandre Chaves Barcellos é um exercício de futurologia: "Não sabemos até quando o futebol vai ficar parado. Neste momento é impossível fazer qualquer projeção. Mas é certo que o faturamento será menos. A negociação de jogadores está comprometida. Não há um posicionamento sobre as cotas da TV. Tudo é muito incerto. Teremos que esperar." O Brasileiro está marcado para começar no dia 3 de maio.
Em setembro do ano passado  Inter gastou quase R$ 16 milhões, custo total de todo o futebol e não apenas dos profissionais. Não haverá receita suficiente para bancar tais valores sem futebol. Neste momento quem garante algum fluxo de caixa são os sócios, porque não há bilheteria. A crise é geral e atinge todos os clubes.