Inter x Furacão: começou o jogo
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Inter x Furacão: começou o jogo

Parece óbvia, escancarada, a intenção do dirigente do time do Paraná: condicionar a arbitragem

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Athletico Paranaense e Inter entram em campo nesta quarta-feira no primeiro jogo da final da Copa do Brasil. 
Fora do gramado a decisão já começou.
Mario Celso Petraglia, presidente do Conselho Deliberativo do clube paranaense, usou as redes sociais para atacar a arbitragem de domingo. 
O Furacão criticou o pênalti marcado em favor do Santos quase ao fim do segundo tempo na Vila Belmiro pelo Brasileiro. 
Marinho foi derrubado fora da área e, mesmo com ajuda do monitor, do VAR, o assoprador de apito marcou a penalidade. 
Até os quero-queros de Soledade andam reclamando. 
Errar continua sendo humano, agora com VAR. Petraglia:
“A nossa torcida que se manifeste e reaja! 
Pedir à direção do Furacão que façamos alguma coisa de nada resolve! 
Estamos todos esses anos lutando contra o sistema, além de cansada se sente impotente! 
O ano passado foi a mesma história na Vila e no Beira-Rio! 
O nosso projeto vitorioso carimba na testa do Brasil que ou existe incompetência ou corrupção!” Opa!
No ano passado o Inter venceu o Furacão por 2 a 1 no Beira-Rio pelo Brasileiro de virada e nos acréscimos através de uma penalidade para lá de polêmica. 
Agora, os dois times estão numa final de Copa do Brasil que paga R$ 52 milhões ao campeão.
Parece óbvia, escancarada, a intenção do dirigente do time do Paraná: condicionar a arbitragem. 
Isto é tão antigo quanto o próprio futebol, é quase uma instituição nacional. 
A memória seletiva do senhor Petraglia deletou o fato de que seu clube do coração só está onde está por ajuda do assoprador de apito. 
Por ajuda do assoprador de apito já embolsou R$ 21 milhões, prêmio dado ao vice-campeão. 
Por ajuda do assoprador de apito está na briga por R$ 52 milhões e uma vaga na Libertadores.
Eram 4min do jogo diante do Grêmio pelas semifinais quando, mesmo com o auxílio do VAR, a arbitragem não assinalou um pênalti claro depois que  Geromel cabeceou acertando o braço do volante Wellington. 
Ali, no agregado, o Grêmio poderia estar fazendo 3 a 0, praticamente liquidando a fatura. 
Impotente, ficou na reclamação.