As coisas boas do RS

As coisas boas do RS

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Em tempos sombrios é preciso prestar atenção aos raios de sol.

Temos coisas muito boas neste nosso combalido Rio Grande do Sul.

Pensei nisso dia 1º de outubro, 123 anos do Correio do Povo, um grande jornal pluralista todos os dias.

Que obra!

Entre os maiores, O Estado de S. Paulo e o Correio do Povo são os que podem se gabar de fazer parte da história e cobrir a história desde o século XIX. O que explica o sucesso do CP? Conteúdo, síntese e diversidade.  E o Telmo. Nosso diretor de redação nasceu para a função. A Record, quando assumiu o jornal, compreendeu isso e não mexeu em time ganhador. Pluralismo é a palavra mágica que faz também da Rádio Guaíba uma marca diferenciada num cenário de discursos com um lado só.

Noutro campo, a PUCRS aparece no ranking universitário da Folha de S. Paulo como a melhor universidade privada do país. Que orgulho. A UFRGS é a quinta melhor entre privadas e públicas. A Faculdade de Comunicação da PUCRS, a nossa Famecos, é a melhor do sul do país. Nesta semana, a PUC recebeu a atriz Fernanda Montenegro em dois dias. No primeiro, para o lançamento do seu livro. No segundo, para uma leitura dramática de Nelson Rodrigues. Fernanda foi homenageada com o Mérito Cultural PUCRS. O campus ficou mais iluminado.

E tem mais: o Internacional no alto da tabela brigando pelo título brasileiro de pontos corridos. Eu não esperava tanto. Agora quero tudo. Passei de desiludido a exigente sem escalas. Tem mais: o discreto treinador Odair Hellmann mostrando mais competência do que um desconfiado como eu poderia admitir. O Grêmio do professor Portaluppi brilhando no campeonato nacional e na Libertadores da América. Dá um tempo, tricolor. Não exagera.

Estamos na linha de frente também na política com dois candidatos à presidência da República: João Goulart Filho e José Marial Eymael e cinco candidatos a vice-presidente: Manuela D´Ávila, Ana Amélia Lemos, Hamilton Mourão, Germano Rigotto e Leo Alves. Cada um com seu julgamento quanto à qualidade dos candidatos. São grandes as chances que o vice seja gaúcho. Como no Brasil vice acaba assumindo, por bem ou por mal, estamos posicionados. Estou entre aqueles que sonham com respeito ao resultado das urnas e moderação. Não peço muito. Basta respeito à constituição, combate à corrupção, políticas sociais e economia saudável.

Meu lado Poliana aflora com a chegada da primavera. Ouço Lupicínio e exclamo: gênio! Ouço Vítor Ramil, que já critiquei injustamente, e Nei Lisboa: maravilhosos. Leio Luiz Antônio de Assis Brasil e Ciro Martins. Grandes! Vou ficando ufanista. Olho para o Guaíba e fico emocionado. Penso em Palomas e me derreto. Gosto deste nosso lugar. Fui embora e voltei. Sentia saudades todos os dias. Sou tão bairrista que acho mesmo o nosso por do sol mais bonito que os outros, inclusive os que não conheço e jamais conhecerei. A boa vida, que os gregos estudavam, é tomar café com a Cláudia, ler o Correio, ouvir a Guaíba, trabalhar na PUC e torcer pelo Inter. O resto a gente corre atrás. Claro que dá para melhorar. O Brasil pode colaborar nesse sentido. Vamos!

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Espetacular a leitura de Nelson Rodrigues feita por Fernanda Montenegro na PUCRS.

 

 

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DESDE 1º DE OUTUBRO 1895