A esquerda, que se dizia ética, comprou a direita patética.
A direita, que era pragmática, não se vendeu barato.
A esquerda, sempre utópica, acreditou no contrato.
A direita, subitamente moralista, com medo de ser traída,
Tratou logo de trair e de não se mostrar assim retraída:
Cuspiu no prato, denunciou o seu comprador amador,
Exigiu a sua condenação e foi comemorar no velório.
O observador limitou-se a um: que enredo simplório!