Boca sofre, mas elimina o Cruzeiro e avança para semifinal da Libertadores

Boca sofre, mas elimina o Cruzeiro e avança para semifinal da Libertadores

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Pavón marcou o gol que confirmou a classificação do Boca - Foto: Douglas Magno / AFP / CP


 

“A lo Boca” é a expressão usada pelos torcedores xeneizes para definir as vitórias sofridas do Boca Juniors. Foi assim que clube se classificou para a semifinal da Libertadores da América de 2018 na noite desta quinta-feira diante de um Mineirão lotado. A vaga veio com um empate em 1 a 1 com o Cruzeiro. O gol argentino saiu apenas aos 49 do segundo tempo. Antes, Sassá havia aberto o placar para os mineiros.

 

Após vencer por 2 a 0 na Bombonera, se esperava uma classificação menos sofrida do Boca. E o primeiro tempo deu essa impressão. O time de Guillermo Schelotto soube controlar bem a equipe brasileira nos primeiros 45 minutos. O Cruzeiro teve maior posse de bola (58%), mas só conseguiu chegar ao gol de Rossi em chutes de média distância. O colombiano Villa, a surpresa na escalação xeneize, foi sempre uma arma para o contra-ataque que preocupou a defesa mineira.

 

Apenas nos acréscimos do primeiro tempo que o Boca levou um susto. Após falta batida para a área, Barcos empurrou para o fundo das redes. O lance, no entanto, foi anulado pelo árbitro uruguaio Andres Cunha por jogo perigoso de Dedé, que chegou com o pé quase na altura do rosto do goleiro Rossi.

 

O bom plano tático do Boca no primeiro tempo começou a ruir logo no início do segundo. Mano Menezes adiantou Thiago Neves para jogar ao lado de Barcos no centro do ataque e começou a causar problemas à defesa xeneize. Sem quase conseguir sair do campo de defesa, o Boca sofreu o gol 13 minutos. Sassá, que tinha acabado de entrar, mandou para o fundo das redes ao aproveitar uma sobra de escanteio.

 

A partir daí começou o sofrimento. Villa já não conseguia puxar o contra-ataque pela direita enquanto Pavón estava em noite pouco inspirada pela esquerda. O meio-campo do Boca não conseguia segurar o Cruzeiro, que pressionava. Schelotto, como de costume, demorou para mexer. A primeira troca veio apenas aos 28 e forçada por lesão. Pablo Pérez sentiu e deu lugar a Fernando Gago.

 

A mudança fez bem ao Boca. Gago, mesmo voltando após longo tempo parado, conseguiu dar seu toque de qualidade ao meio-campo. Os passes do camisa 5 ajudaram a tirar o Cruzeiro de perto do gol de Rossi. A situação ficou melhor para Boca quando aos 36 Dedé – que só estava em campo porque a Conmebol anulou o cartão vermelho levado na Bombonera – foi expulso. O camisa 26 perdeu a cabeça após uma disputa no meio-campo e atingiu Pavón. Ele, que já tinha amarelo por uma falta no goleiro Rossi, levou o segundo cartão e deixou o Cruzeiro com um a menos.

 

Com 10, o Cruzeiro ficou totalmente aberto para o contra-ataque do Boca, que teve as entradas de Ábila e Cardona – saíram Zárate e Villa. O time argentino só levou um susto nos minutos finais quando Rossi cometeu falha em uma saída de gol e a bola sobrou limpa para Raniel. O atacante, no entanto, se atrapalhou para dominar e permitiu a recuperação do goleiro xeneize, que tirou com o pé.

 

Já aos 49 minutos veio o alívio xeneize. Após uma bola longa de Gago, Ábila desviou para Pavón, que acertou um chute sem chances para Fábio e garantiu a classificação. O Boca agora vai enfrentar  o Palmeiras na semifinal da Libertadores.

 

Rossi, de atuação bastante insegura no Mineirão, deverá ser substituído já para o primeiro jogo com os paulistas. O Boca Juniors fechou a contratação do goleiro Carlos Lampe, titular da seleção da Bolívia e que atuava no Huachipato, do Chile. Andrada, que fraturou o maxilar no lance com Dedé há duas semanas, só deve ficar à disposição para uma eventual final da Libertadores.