"Não quero mais escrever sobre guerra"
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"Não quero mais escrever sobre guerra"

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Cerca de 1,8 mil pessoas se aglomeraram diante do telão do lado de fora da Tenda. Foto de Walter Craveiro. Cerca de 1,8 mil pessoas se aglomeraram diante do telão fora da Tenda. Foto de Walter Craveiro.


 

Ao ser perguntada pelo mediador sobre o custo emocional e pessoal deste tipo de livro, Svetlana declarou que não consegue mais escrever livros sobre guerras. "Não sou uma super mulher, mas tinha que escrever estas histórias. A cultura russa é força, mas chega! Eu já sofri muito, hoje eu não consigo mais. Não fui à Chechênia. Vocês não conseguem imaginar o que é ver corpos mortos ou aos pedaços. Tudo o que quis dizer sobre este tema eu disse nos meus livros", ressalta a autora de "O Fim do Homem Soviético", que ainda não tem tradução no Brasil. Sobre o poder, afirmou que a obrigação de todo o jornalista é ser contra os governos e que Lukashenko (presidente bielorrusso), Putin, Sarkozy, Hollande são todos iguais, representam o poder. Não existem seres livres. Quando tivemos a Perestroika (abertura política), o povo se tornou pobre e os democratas foram culpados. O Putin todos ouvem nos pronunciamentos, mas quem vai ouvir o povo e estas pessoas da minha geração?", indagou Svetlana.