Feira do Livro auxilia na retomada do comércio pós-pandemia

Feira do Livro auxilia na retomada do comércio pós-pandemia

Evento atrai público para o Centro Histórico de Porto Alegre e ajuda a fomentar a economia local

Lizandra Fonseca / Unisinos

Evento atrai público para o Centro Histórico de Porto Alegre e ajuda a fomentar a economia local

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A flexibilização das medidas de isolamento social e a maior circulação de pessoas no Centro Histórico da capital gaúcha em função da 67ª Feira do Livro impulsionam o crescimento do comércio local. Dados fornecidos pela Fecomércio apontam que a intenção de consumo das famílias gaúchas atingiu, em outubro, seu maior índice desde abril do ano passado. E os vendedores locais já percebem os resultados dessa soma de fatores.

A artesã Jacqueline Cerpa, chilena que mora no Brasil há mais de 40 anos, é responsável por uma das bancas instaladas nos arredores da Praça da Alfândega há 23 anos. Ela conta que, após o início da ditadura militar no Chile, que se estendeu entre os anos 1973 a 1990, veio para o Brasil e encontrou seu sustento através dos trabalhos manuais. "Cheguei apenas como turista. Até sair a residência, não consegui mais trabalho", desabafa.

O período de realização do evento literário é visto pela comerciante como uma oportunidade especial. "A Feira do Livro sempre foi uma época que vende muito mais do que normalmente. Esse ano, não se deu aquele 'boom', mas com certeza tem muito mais movimento que normalmente", explica.

Já a jornaleira Perola Fonseca, que trabalha há pelo menos uma década na Revistaria Alfândega, descreve com mais empolgação a presença da clientela. "Aumenta mais no fim de semana. Por conta dos passeios, e aproveitando a oportunidade de vir à Feira, tem aumentado bastante. Fico aqui até tarde da noite nos domingos e feriados. Mas nos outros dias da semana, é quase normal. Melhorou no período pós-pandemia, e está melhorando agora porque o pessoal está voltando ao trabalho", comenta.

Ela revela que os adultos, muitas vezes funcionários de empresas nas proximidades, procuram a banca para comprar café, periódicos semanais e mensais, enquanto os jovens priorizam os mangás, histórias em quadrinhos de autores japoneses. O consumo de conteúdo infantil, no entanto, se manteve mesmo durante a pandemia.


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