Alonso termina seca de vitórias na estreia do Mundial de Endurance, em Spa

Alonso termina seca de vitórias na estreia do Mundial de Endurance, em Spa

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Alonso teve alguma dificuldade com retardatários, mas mostrou ritmo de veterano


A corrida em Spa mostrou que, se a Toyota não corre sozinha na classe LMP1, está com uma vantagem difícil de descontar pelos adversários dos times "garagistas". A Rebellion tirou o que podia do seu R13, mas não foi além do terceiro lugar a duas voltas de distância. O pódio seria de Andre Lotterer, Neel Jani e o brasileiro Bruno Senna, mas o carro foi desclassificado por desgaste excessivo na placa de titânio sob o chassis. Isso fez com que o outro carro da equipe levasse a taça, com Mathias Beche, Thomas Laurent e o norte-americano com raízes no Brasil Gustavo Menezes.

Disputa pelo primeiro lugar só veio mesmo na reta final da corrida, quando Conway se aproximou de Alonso. O espanho teve alguns probleminhas a mais para lidar com o tráfego dos carros mais lentos, de outras classes, mas conseguiu em seguida devolver a diferença para a casa dos três segundos. Críticos dirão que ele não está mais acostumado a colocar volta em retardatários, tamanha a seca na F1... Fato é que a taça foi para o armário na bandeira quadriculada.

Na classe LMP2, o Oreca 07 de Jean-Eric Vergne, Roman Rusinov e Andrea Pizzitola faturou a sete voltas do líder na geral. O time fez dobradinha, com Ho-Pin Tung, Stephane Richelme e Gabriel Aubry em seguida. Um brasileiro foi ao pódio com o Alpine A470. André Negrão estava ao lado de Nicolas Lapierre e Pierre Thiriet no bólido.

Os carrões do GTE tiveram o maior susto da corrida. Henry Tincknell saiu de frente, de forma similar à batida que lesionou Pietro Fittipladi, e arrebentou o Ford GT da Ganassi contra o muro. Fim das chances de Tony Kanaan na sua volta a Spa. Mas a Ford salvou a vitória com o outro carro, de Stefan Mücke, Olivier Pla e Billy Johnson.

Correio do Povo
DESDE 1º DE OUTUBRO 1895