Brasileiros são combativos, mas erros em pits e táticas atrapalham na Indy 500
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Brasileiros são combativos, mas erros em pits e táticas atrapalham na Indy 500

Tony Kanaan foi o melhor em nono, Matheus Leist lutou por recuperação para 15º

Por
Bernardo Bercht, direto de Indianápolis

Pilotos da Foyt se recuperaram de falta de gasolina em bandeira amarela

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Os brasileiros viveram uma tarde de intenso trabalho, em busca de resultados competitivos nas 500 Milhas de Indianápolis. Os pit-stops foram os grandes obstáculos do trio que representou o país. Tony Kanaan mostrou flashes do que poderia ser uma campanha no top five, mas parou num erro de cálculo da equipe. Matheus Leist não teve o carro ideal. Ainda assim, destacou uma prova combativa ao escalar nove posições desde a largada. Hélio Castroneves queria brigar pelo tetra, mas um erro nos pits tirou qualquer chance do brasileiro mais consagrado pela Brickyard.

"A gente teve muitos problemas durante a corrida. E ainda ficamos sem gasolina numa das amarelas", comentou Leist. "Considerando tudo o que aconteceu, não foi dos piores resultados, ainda mais partindo de vigésimo quarto", acrescentou o piloto, sobre a recuperação com algumas ultrapassagens importantes.

Para o piloto da Foyt Racing, a experiência de 2018 ajudou e o carro tinha um acerto melhor para atacar. "Esse ano estava mais confortável, passei mais carros. Ano passado eu larguei na frente e consegui me manter. Esse ano tinha potencial um pouco melhor", definiu Leist.

Ele salientou, também, que a falha na estratégia, que deixou ele e Kanaan com pane seca, freou uma eventual escalada do companheiro. O Tony era um pouco mais rápido e muito bom nas relargadas. Se tudo desse certo para a gente, podia chegar com os dois entre os dez", avaliou.

"Foi um bom mês, cada vez que eu volto a esse lugar especial eu evoluo um pouco mais", ponderou Leist. "Não foi um resultado de desmerecer. Não é onde quero estar andando, mas tudo tem seu tempo, vai chegar a hora."