Classificação para Indy 500 tem domínio Ganassi, crise da Penske e dia excelente dos brasileiros

Classificação para Indy 500 tem domínio Ganassi, crise da Penske e dia excelente dos brasileiros

Kanaan e Castroneves vão disputar a pole, Fittipaldi entrou com segurança; Will Power tem lugar nos 33 do grid ameaçado

Bernardo Bercht

Scott Dixon foi inalcançável no primeiro lugar

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Liderada pelo inesgotável Scott Dixon, a Ganassi teve seu melhor dia de classificação em Indianápolis neste sábado, com uma performance digna dos maiores domínios da Penske. Ironicamente, foi a turma do Tio Roger que se complicou muito e terá dois de seus carros - o oficial de Will Power e o satélite de Simona de Silvestro - brigando para não serem derrubados do grid das 500 Milhas de 2021. Para os brasileiros, foi uma ótima tarde, com Tony Kanaan e Hélio Castroneves entre os nove que disputam a pole-position e Pietro Fittipaldi classificando com segurança, em 13º.

- Confira os tempos finais

A grande narrativa da edição 2021 da classificação em Indy foi mesmo a dificuldade em encontrar performance da gigante Penske. Lembrou os idos de 1995, quando Emerson Fittipaldi e Al Unser Jr ficaram de fora da festa, de maneira impensável. O melhor carro da principal equipe da Indycar foi o estreante Scott McLaughlin, e apenas em 17º! Josef Newgarden precisou espremer tudo o que tinha para ser 20º e Simon Pagenaud, campeão de 2019, não foi melhor que 26º.

Pior, muito pior, Will Power fez várias tentativas e não foi além da 31ª primeira marca. Resultado, terá de enfrentar o bump day, tendo sua vaga entre os 33 ameaçada. Simona de Silvestro, que corre com apoio técnico da Penske, não chegou nem próxima das marcas necessárias para ficar entre os 30 melhores. E a gente sabe que a suíça é craque, tendo inclusive feito pódio na categoria.

É fato que os motores Chevrolet, na configuração de classificação, deixaram a desejar no comparativo com os Honda, tanto que nenhum dos que disputarão o bump day, a porta dos desesperados, usa propulsor japonês. Aí, os leões de treino da Carpenter mostraram o caminho da performance para quem usa a marca da borboleta. Ed Carpenter ficou com o quarto tempo e Rinus Veekay fez uma segunda tentativa para ser o quinto.

Dixon foi dominante na sua volta e ninguém se aproximou muito da marca depois, com 231.828 milhas de média. Colton Herta foi o segundo com a Andretti, parelinho com o melhor brasileiro, Tony Kanaan, em terceiro. O sexto foi o ressurgido Hélio Castroneves, e que ninguém aposte contra seu tetra, apesar de ter mudado para a mais modesta Meyer Shank Racing. Alex Palou foi sétimo com outra Ganassi, mas espatifou seu carro no muro, gerando algumas dúvidas se participará do Fast Nine. Ryan Hunter-Reay e Marcus Ericsson completaram os que disputarão a pole. Sim, quatro carros da Ganassi, todos eles, concorrendo.

Pietro Fittipaldi teve vários probleminhas até a manhã de sexta-feira e a Rickware Racing parecia que ia ter que se esforçar para não correr risco de bump day. Mas o time achou um caminho e subiu rapidamente nas tabelas de tempo. Com isso, classificou em 13º, como melhor estreante e garantiu a volta do nome Fittipaldi às 500 Milhas.

Voltemos à turma da degola. Efetivamente, quatro carros vão lutar por uma três vagas. RC Enerson, da Top Gun Racing, em momento algum mostrou velocidade suficiente para ameaçar sair do fundo da tabela. O time conseguiu a verba e a logística de última hora e basicamente faz um treino para tentar de novo em 2022.

A briga, ainda assim, será frenética, com dois carros Penske e dois especialistas em oval na disputa. Sage Karam já está acostumado e se salvou algumas vezes do bump. Charlie Kimball ficou bem abaixo da sua média nos speedways e tentará algumas mudanças drásticas para competir. Cada detalhe fará a diferença para fechar os 33 que farão história no próximo fim de semana.


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