Grid da F1 sacode com Sainz na Ferrari, Ricciardo na McLaren e Alonso perto da Renault
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Grid da F1 sacode com Sainz na Ferrari, Ricciardo na McLaren e Alonso perto da Renault

Saída de Sebastian Vettel da Scuderia explodiu o mercado de pilotos do Mundial

Por
Bernardo Bercht

Três anos depois, todo mundo dessa foto vai trocar de uniforme

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Quando se imaginava marasmo e estabilidade, a Fórmula 1 jogou gasolina e ateou fogo. Com a saída de Sebastian Vettel da Ferrari em 2021, a dança das cadeiras foi rápida e fulminante. Nesta quinta-feira, a Ferrari confirmou Carlos Sainz e a McLaren se moveu rápido e capturou o melhor piloto do grid fora de times grandes, Daniel Ricciardo.

Os movimentos foram claros, a Ferrari foi atrás de um cara competitivo, mas que não gere problemas. Sainz mostrou que traz resultados e que se dá bem com tudo que é companheiro de equipe, até com o complicado Max Verstappen quando foram colegas de Toro Rosso. Ao mesmo tempo, não tem perfil para incendiar os bastidores e deixa espaço para a grande aposta, Charles Leclerc, se estabelecer no time.

Ainda assim, quem disparadamente saiu ganhando foi a McLaren. Ricciardo é sabidamente material para disputar títulos da Fórmula 1, tendo acumulado vitórias na Red Bull e feito frente para Verstappen, levando a melhor em grande parte das vezes.

E a gente nem precisa lembrar que o australiano sorridente estraçalhou Vettel no seu ano de estreia de Red Bull, em 2014. Foram três vitórias contra nenhuma e quase o dobro de pontos! Zak Brown não podia deixar passar essa chance de ter o maior sorriso da F1 no cockpit dos carros laranja. Em 2021, com motores Mercedes, a combinação promete incomodar demais!

Buenas, quem ficou com o pires na mão foi Cyril Abiteboul e a Renault. Tentaram aumentar a oferta para manter Ricciardo, mas as tratativas falharam. O time frisou que mantém seu projeto de cinco anos para voltar a disputar títulos, mas para isso precisa de um nome para o enorme buraco deixado no cockpit francês.

Abriu-se, então, a chance efetiva que Fernando Alonso aguardava desde o ano passado para retornar. Com as dificuldades da super-licença e uma geração bem menos que excelente na Fórmula 2, as escolhas da Renault se limitam a figuras carimbadas: Valtteri Bottas, Nico Hulkenberg, Romain Grosjean.

Por conta disso, o esforço está sendo feito para convencer Alonso a retornar para o time que lhe deu os dois títulos mundiais, em 2005 e 2006. O espanhol trocou brincadeiras pelo Twitter com a fábrica e o ex-piloto Martin Brundle já cravou que a vaga será dele.

As tratativas passam por dois fatores, contudo: Alonso quer manter seu padrão de salários anteriores a saída, a Renault quer economizar em relação aos 25 milhões que vai pagar a Ricciardo até o fim do seu contrato. O espanhol quer disputar as 500 Milhas de Indianápolis, que já havia acertado com a McLaren.