Hamilton supera Verstappen na tática em novo duelo espetacular no GP da Espanha

Hamilton supera Verstappen na tática em novo duelo espetacular no GP da Espanha

Mercedes levou a melhor na estratégia, mas britânico também teve que usar o braço para chegar e passar na pista

Bernardo Bercht

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A Fórmula 1 testemunhou mais uma batalha inesquecível entre Max Verstappen e Lewis Hamilton, apesar do traçado que não ajuda as batalhas de pista na Espanha. E foi na tática e no braço que o piloto da Mercedes superou a Red Bull e faturou a terceira vitória do ano. Valtteri Bottas fez sua melhor corrida do ano, mas ainda assim fechou em terceiro a 10 segundos de Verstappen.

Não há críticas possíveis à pilotagem de Verstappen em Montmeló, contudo. O holandês fez uma largada perfeita e superou Hamilton na primeira curva. Mais atrás, Charles Leclerc, o outro nome da corrida, saltou para cima de Bottas e foi para terceiro. As duas Alpine arrancaram mal, Ocon perdendo três posições, enquanto Alonso segurou o décimo, mas a duras penas.

Logo, contudo, o safety car foi acionado. A AlphaTauri de Yuki Tsunoda desligou sozinha e ficou parada em posição perigosa. Na relargada, Verstappen não deu chances para Hamilton e seguiu na ponta. Bottas, por sua vez, levou mais umas duas voltas e passou Leclerc para ser terceiro. Mais atrás, um duelo de corrida inteira começava entre Sérgio Perez e Daniel Ricciardo. Alonso, por sua vez, segurava o décimo lugar à frente das duas Aston Martin.

A partir daí, as estratégias seriam a tônica da corrida. Na primeira janela, a Red Bull veio antes para evitar o undercut. Hamilton ficou quatro voltas na pista, tentando a vantagem do pneu mais novo. O britânico foi para o ataque, mas não achou espaço para passar o holandês, mesmo com a asa móvel.

Veio a segunda janela de pits, e daí a Mercedes deu sua cartada. Chamou Hamilton para tentar o undercut. Sob risco de perder a liderança, Verstappen decidiu seguir até o final com pneus mais gastos. Quem escolheu se segurar com a borracha velha, não se deu bem em geral; casos das duas Alpine e de George Russell com a Williams.

Eram 23 segundos de diferença. Hamilton entrou em modo de classificação e foi tirando mais de 1,5s por volta a 25 voltas do final. A seis voltas da bandeirada, chegou na zona de asa móvel. Verstappen até tentou fechar a linha interna, duas vezes, mas a Mercedes tracionou melhor, engatou no vácuo e foi embora com a liderança. Max, então, parou para colocar pneus novos e fazer a volta mais rápida, com o ponto-extra.

Leclerc ainda ensaiou segurar Bottas, mas não durou muito, ficando em quarto em mais uma prova acima do que a Ferrari merece. Perez finalmente passou Ricciardo, numa bela manobra para ser quinto e o australiano finalmente fez uma boa corrida, chegando à frente do colega Norris. O britânico ainda foi superado por Carlos Sainz, na outra Ferrari.

Na linha de chegada, Esteban Ocon segurou sem pneus o valente Pierre Gasly em sua AlphaTauri para ser nono. O outro francês levou um pontinho muito merecido após batalhar pit-stops ruins da sua equipe. Alonso tentou a cartada para ter esses pontos também e por três voltas segurou um trem de quatro carros. Com direito a uma segurada bonita em Stroll. Mas aí, o pneu acabou de vez e ele precisou parar.

Há um campeonato, a disputa é direta, mas a Mercedes na consistências e eficiência vai abrindo para a Red Bull. São 14 pontos  entre Hamilton e Verstappen.


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