capa

Larry Foyt destaca trabalho e maturidade dos pilotos em momentos complicados na Indy

Chefe afirma que escolha de Leist e Kanaan foi com objetivo de "ter os melhores disponíveis no grid"

Por
Bernardo Bercht, direto de Indianápolis

Quarto lugar no GP de Indy deu fôlego novo à equipe

publicidade

Trabalhar com dois pilotos brasileiros não era prioridade da A. J. Foyt Racing, nem foi uma tentativa de ganhar vantagem comercial. "A gente foi atrás de ter os melhores disponíveis no grid", enfatiza Larry Foyt, sobre a escolha da dupla de pilotos brasileiros da A. J. Foyt Racing. "Eu comecei a conversar com o Tony Kanaan há alguns anos, para ver como a gente poderia fazer a parceria. Aí, finalmente assinamos com ele. Depois, um amigo da F3 Britânica disse para prestar atenção nesse cara que tinha algo especial, o Matheus Leist", explica em entrevista ao PitLane.

Ao invés de procurar outro veterano, Larry salientou que estava em busca de um talento para crescer com o time. "Achamos que seria bacana ter um cara jovem para o Tony ser o mentor e fechamos com o Matheus", relata. O chefão da Foyt indica que "velocidade" não é problema da sua dupla; e que o aprendizado na parte técnica tem sido a evolução mais importante do piloto de Novo Hamburgo. "O mais importante para o Matheus é aprender a dar o feedback, saber o que precisa tirar do seu carro, já que na primeira vez que sentou numa sessão oficial ele classificou em terceiro."

Larry reconhece que a Foyt passou por corridas muito mais difíceis do que esperava desde a metade do ano passado. "É difícil, no começo estávamos bem e no caminho certo. De repente, não estávamos mais onde queríamos", pondera. "Mas a categoria está muito próxima. Dois décimos te tiram de décimo para décimo oitavo", acrescenta.

"A verdade é que o desenvolvimento que tínhamos planejado nos colocou abaixo do esperado", afirma. A partir daí, Larry acredita que Tony e, principalmente, Matheus passaram por um grande teste. "Ele nunca ficou super pressionado, ou pilotou acima do carro e cometeu erros graves. O Matheus é cara muito maduro para sua idade, nunca duvidou da sua capacidade ou do time. E foi assim que conseguimos o quarto lugar no GP de Indy", explica. "Claro que ele ficou frustrado em momentos, mas teve um dia em que sentei com ele e falei: 'todo mundo está dando tudo o que tem'. Ele sabe disso, ele também está dando tudo. Nós vamos chegar lá, vamos continuar trabalhando", frizou o chefe de equipe. "Matheus passou pelo 'treinamento' completo para virar um grande piloto", avalia.

Ele crê, ainda, que a presença de Kanaan e do multicampeão A. J. foi positiva para o gaúcho. "Na outra semana, quando o Matheus terminou em quarto, o A. J. fez um brincadeira: 'Seu acelerador estava travado?'", lembra Larry. "Ele gosta bastante do Matheus, até por conta de o Matheus escutar bastante. Acontece de outros caras acharem que o A. J. já passou do seu tempo. Mas quem respeita e ouve, aprende um monte."