Matheus Leist: "a 380 por hora, basta um piscar de olhos que você está no muro"

Matheus Leist: "a 380 por hora, basta um piscar de olhos que você está no muro"

Virada na carreira culminou com grande oportunidade nos EUA


E qual foi o momento mais importante?

Minha carreira no automobilismo se consolidou mesmo na Inglaterra. É o berço do automobilismo e onde as coisas acontecem. Consegui fazer ali meu nome, com o título da Fórmula 3. Foi o momento em que as pessoas que sempre olharam como ponto de interrogação resolveram: "Opa, esse guri é capaz, talvez seja uma nova geração. Um dos que tem potencial para ser alguém". Este momento que vivi foi super importante, depois as conquistas da Indy Lights e ser confirmado na Indy depende disso.

Fora das pistas, qual é o estilão do Matheus Leist?

Sempre mantive meu estilo de vida. Sou um cara bem ativo, gosto de atividades físicas, pedalar, jogar bola, correr de kart. Qualquer coisa que eu esteja em movimento, eu gosto. Se me chamar para jogar basquete, eu estou dentro. Alimentação é algo que sempre cuidei bastante. Não tenho mais liberdade para comer tudo o que eu quero. Até tem bastante restaurante brasileiro onde moro, então como uma vez por semana, mas no geral cuido muito. Não fico me regrando muito.

Para finalizar, qual foi o momento mais difícil dessa virada?

Nossa arrancada foi super bacana, mas sempre num trabalho super intenso. Tudo se concretizou no fim do ano passado, quando finalmente acertei um contrato para a Indy. Estou muito feliz, depois de superar momentos bem complicados. Veio a dúvida "é isso mesmo que eu vou fazer. Será que devo sair da Inglaterra? Deixar de lado um pouco o sonho da Fórmula 1?" A partir do momento em que eu assinei esse contrato, fui de cabeça e decidi que vou batalhar por isso e fazer dar certo com o que eu tenho.

Correio do Povo
DESDE 1º DE OUTUBRO 1895