Red Bull lidera em dia perfeito, enquanto Mercedes sofre nos testes da Fórmula 1

Red Bull lidera em dia perfeito, enquanto Mercedes sofre nos testes da Fórmula 1

Verstappen comandou dia com tempestade de areia e destaques ainda para McLaren e Alpine

Bernardo Bercht

Dia de todo mundo acionar os motores!

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A Fórmula 1 voltou num dia de testes que, se pouco representativo na performance, teve eventos para tensionar todos os gostos e até tempestade de areia. Quem mais sofreu, veja só, foi a poderosa Mercedes. Enquanto isso, a grande rival Red Bull, que usualmente tem começos de ano claudicantes, teve uma sexta-feira perfeita, liderou os tempos e completou três GPs inteiros, com 139 voltas. A volta de 1min30s674 do holandês foi pouco indicativa de desempenho, quase quatro segundos pior que a pole de 2020.

Já Valtteri Bottas e o heptacampeão Sir Lewis Hamilton tiveram um dia de equipe pequena. Logo na arrancada, o finlandês teve uma quebra de câmbio. Voltou apenas no fim da manhã e completou míseras seis voltas com a pior marca do dia, a seis segundos de Verstappen. Hamilton assumiu o comando, mas claramente sem um acerto base, o britânico saiu duas vezes da pista e não foi além do décimo tempo, com 1min32s912 e 42 voltinhas. Ali, ali, a Mercedes completou um GP e foi quem menos andou.

Do outro lado da equação, o dia foi para lá de positivo para a McLaren, que usa um novo motor Mercedes, mas não o câmbio ora problemático. O carro, de cara, foi competitivo em stints longos e Daniel Ricciardo anotou o melhor tempo da manhã, eventualmente escorregando para sétimo. Só que Lando Norris assumiu o cockpit e cravou a segunda melhor volta, a dois décimos de Verstappen. Também completaram dois GPs em quilometragem.

O terceiro lugar veio para otimismo da transformada Alpine (ex-Renault). Esteban Ocon acumulou 129 voltas e, a exemplo da Red Bull, também beliscou os 3 GPs completos. O carro francês também mostrou consistência na sequência de voltas, ainda que perdendo um pouco de ritmo nas voltas finais. Neste sábado, muita expectativa com o que Fernando Alonso poderá fazer a bordo.

Muito discreta pela manhã, e com alguns problemas de eletrônica, a Aston Martin retornou de tarde para subir na tabela de tempos. Sebastian Vettel completou boas 51 passagens, mas sempre de tanques cheios. Depois, o time demorou a volta com Lance Stroll, enquanto corrigia a programação de motor. Nas suas 46 voltas, contudo, o canadense conseguiu subir para o quarto lugar, já um segundo pior que Verstappen, mas à frente da Ferrari de Carlos Sainz e da Alfa Romeo de Antonio Giovinazzi. Se misturando no top ten, estavam também as AlphaTauri, com Pierre Gasly liderando Yuki Tsunoda, mas o novato já mostrando que anda no ritmo dos veteranos.

Falando em Ferrari, o período da manhã foi um pouco preocupante. Charles Leclerc parou com uma pane no motor, enquanto Mick Schumacher andou apenas 15 voltas com o "novo" carro da Haas, antes que esse sucumbisse a uma pane hidráulica. Ambos os problemas foram consertados para a tarde, contudo. Nikita Mazepin voltou e fez boas 70 voltas. O preocupante, contudo, é o quão básico e sem atualizações é o carro do time norte-americano. Nem as laterais mostram a devida compactação para compensar o assoalho reduzido pelas regras. Vai ser difícil deixarem o fundo do grid.

Faltou falar da Williams, que fez a esquisita escolha de estrear o carro com o "testador pagante" Roy Nissany. Fizeram 83 voltas, a melhor quatro segundos pior que o líder. Mas Nissany está longe de ser parâmetro para identificar o desempenho do FW43B.

 


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