Comunicação a serviço da Saúde

Comunicação a serviço da Saúde

Rumando para o terceiro ano no mercado, empresa gaúcha foca em clínicas médicas e profissionais liberais da área

Correio do Povo

Jornalista Cibele Avendano atua na comunicação estratégica voltada para a área da Saúde

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O que leva menos tempo: conseguir uma consulta médica com especialista pelo Sistema Único de Saúde (SUS) ou pesquisar sintomas na internet? Diante de tanta informação com fácil acesso, garantir que o conteúdo disponibilizado seja de confiança é, atualmente, uma questão de saúde pública. “Em momentos de epidemia, por exemplo, comunicar pontualmente da forma correta é mais eficaz do que grandes campanhas com linguagens que a população não entende. Isso muda a forma como um paciente chega ao consultório e quanto tempo ele leva para procurar um médico”, afirma a jornalista Cibele Avendano, que atua na comunicação estratégica voltada para a área da Saúde.


À frente da HM Comunicação & Estratégia, situada em Porto Alegre (RS) há três anos, Cibele atende empresas e profissionais do Rio Grande do Sul, São Paulo e Rio de Janeiro, além de ofertar cursos e prestar consultoria para prefeituras do interior gaúcho – todos os mercados com o mesmo objetivo: tornar assuntos relacionados à saúde compreensíveis para diferentes públicos. “Ao trabalhar com profissionais da Saúde, percebia que quase todos os materiais produzidos possuíam linguagem técnica e a comunicação entre profissional e paciente era distante, influenciando, muitas vezes, no resultado de um tratamento a ser seguido”, lembra assessora de Comunicação.


Número de médicos cresce; pesquisas na internet também

Reconhecer sintomas preocupantes, procurar orientação médica adequada e não se automedicar são efeitos rápidos de uma comunicação eficiente por parte dos órgãos e profissionais da Saúde, mas a jornalista enxerga benefícios que vão além do estado do paciente. “Quando fazemos um levantamento das faculdades como Medicina, Odontologia, Psicologia e afins, vemos que as grades curriculares não possuem disciplinas que ensinem como comunicar os conhecimentos daquela formação, o que é imprescindível hoje em dia”, observa Cibele, que fez do tema sua pesquisa de mestrado na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), onde analisa a influência da Comunicação Social na formação de estudantes de Fonoaudiologia.
Além de apontar para uma necessidade dos currículos, o estudo caminha lado a lado com uma realidade que merece atenção: cada vez mais, pessoas sem formação médica receitam uma infinidade de tratamentos milagrosos em ambientes como as redes sociais. “Nos últimos 42 anos, o total de médicos no país cresceu quase 560%, e ainda assim há uma batalha árdua para que as pessoas busquem ajuda qualificada: cerca de 95% dos brasileiros com acesso à internet utilizam a rede para pesquisar diagnósticos e remédios”, comenta Cibele. 
 
Para a jornalista, os meios virtuais não podem ser considerados vilões nesses casos, pois podem ser bastante positivos. “A mídias digitais alertam muitas pessoas para determinadas condições de saúde, assim como faz com que muitos pacientes cheguem mais preparados para uma consulta. O que falta é a responsabilidade de verificar as informações, além da profissionalização da Comunicação nessas áreas”, afirma Cibele, que nas consultorias trabalha desde a forma como agentes comunitários dialogam com a população até a comunicação dos gestores de Saúde com suas equipes.
 

Comunicação qualificada: um ato de responsabilidade
 
Conforme um levantamento feito pelo Instituto de Ciência, Tecnologia e Qualidade (ICTQ), 79% dos brasileiros admitiram usar medicamentos sem prescrição médica em 2018, sendo 55% das classes A e B e pelo menos 63,84% com Ensino Superior. “Esses dados mostram que a busca por informações independe de a pessoa ter ou não condições de arcar com os custos de um tratamento médico, por isso é inevitável que profissionais de Saúde invistam em uma comunicação não só estratégica, mas responsável e com compromisso ético”, explica Cibele.
 
Ainda em 2018, segundo dados do Google, as pesquisas sobre saúde feitas por brasileiros cresceram 17,3%, o que fez do país o campeão nas buscas desse tipo.  “Não temos como segurar a curiosidade das pessoas e nem sua busca por respostas rápidas, mas se a maior parte dos pacientes corre para a internet antes de ir ao consultório, não há dúvidas: é lá onde devemos investir para informar corretamente. Como? Comunicando temas de Saúde de maneira profissional e fiscalizando os conteúdos disponíveis nas redes”, garante Cibele.


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