Em maior patamar desde janeiro de 2021, pequenos negócios gaúchos aumentam faturamento

Em maior patamar desde janeiro de 2021, pequenos negócios gaúchos aumentam faturamento

Pesquisa do Sebrae RS indica que três em cada quatro empresas esperam aumentar o faturamento nos próximos 6 meses

Correio do Povo

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Tanto no cenário mais recente quanto na perspectiva para o restante do ano, o comportamento dos pequenos negócios gaúchos dá sinais positivos. Mesmo com importantes desafios ligados à pandemia, à escassez de insumos e à alta geral de preços, dados do Sebrae RS apontam que a porcentagem de negócios que indicaram terem aumentado o faturamento nos últimos 30 dias subiu de 20% para 28%, atingindo o maior patamar desde janeiro de 2021.

De lá pra cá, a porcentagem de empresas que indicam estabilidade nos ganhos permanece na casa dos 30% (em maio foram 38%), ao passo que o índice de empresas que apresentam redução de faturamento vem melhorando de forma expressiva: do pico de 68% de abril de 2021, hoje é menos da metade (33%). Os dados são da 23ª edição Pesquisa de Monitoramento dos Pequenos Negócios do Sebrae RS e considera os empreendedores de Micro e Pequena Empresa (MPE) e Microempreendedores Individuais (MEI).

Na projeção para o resto do ano, três em cada quatro empresas (74%) esperam continuar aumentando o faturamento nos próximos 6 meses. Trata-se de um aumento de 5 pontos percentuais, frente aos 69% indicados na última edição da pesquisa. Destes, 70% esperam que o aumento seja de até 30%.

Todos os setores do mercado analisados indicaram aumento no faturamento, sendo o industrial o mais expressivo, com crescimento de 14 pontos percentuais de empresas sinalizando aumento no último mês.

Pequenos decidem de forma mais dinâmica

De forma inédita, a pesquisa do Sebrae RS também deu luz à forma como as MPEs atuam nos processos de tomada de decisão e as ferramentas utilizadas pelos empreendedores gaúchos.

Quando perguntados como é o processo de tomada de decisão, os empreendedores apontaram as práticas de:

• Comunicação direta com os colaboradores (31%)

• Dados internos e do ambiente externo (29%)

• Experiência e intuição (26%)

• Dados disponíveis nos sistemas internos (7%)

• Consultoria (6%)

Questionados sobre quais ferramentas utilizadas, as respostas foram:

• Sistema de acompanhamento das vendas (38%)

• Análise custo-benefício (32%)

• Sistema de gestão (31%)

• Relatórios de redes sociais (13%)

• Análise de mercado (9%)

• Relatório de mídias (8%)

“Nos pequenos negócios a tomada de decisão está muito centrada nas características do gestor e geralmente é pouco formalizada. As pessoas envolvidas com a empresa acabam exercendo múltiplas funções. Além disso, como atuam na sua maioria em mercados locais e nichos específicos, o atendimento tende a ser mais rápido e específico para cada cliente”, destaca o diretor-superintendente do Sebrae RS, André Godoy.

Segundo ele, entretanto, acompanhando tendências de grandes empresas e atentos às alterações nas formas de trabalho e às mudanças no comportamento de consumo, as MPEs devem cada vez mais adotar práticas de gestão baseadas em dados.

“É uma necessidade em termos de vantagem competitiva e, portanto, para a sua sobrevivência, inserir a análise de dados na tomada de decisão dos pequenos negócios, aumentando a assertividade das decisões. O consumidor está muito atento às opções disponíveis no mercado, e portanto, a sua tolerância ao atendimento de baixa qualidade diminuiu, ou seja, as empresas têm menos espaço para errar”, enfatiza.


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