Flash Courier contabiliza mudanças no mercado logístico da região Sul
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Flash Courier contabiliza mudanças no mercado logístico da região Sul

Volume de entregas cai em todo o País, mas impacto nas cidades do Sul é o maior

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O confinamento social devido à pandemia do Coronavírus já passa de um mês na maioria das cidades brasileiras, o que afeta não apenas os comércios locais, mas também todo o segmento de logística no País. Na Flash Courier, que realiza cerca de 3,5 milhões de entregas por mês, diversas mudanças foram realizadas para adaptar as operações da empresa ao atual cenário. Na região Sul, que teve o maior impacto no volume de entregas, a empresa investiu no transporte de novos produtos, como a vacina contra Influenza H1N1: mais de 40 mil doses foram distribuídas pela empresa em Porto Alegre. Além disso a Flash Courier aposta em alternativas de modais e um plano pós-pandemia com investimento em tecnologia e automação.

Segundo o CEO da Flash Courier, Guilherme Juliani, nos últimos 40 dias, houve uma queda de 35% no volume total das entregas realizadas pela empresa no País. Mas, nas cidades do Sul, essa queda foi de 40%, a maior do país. No Sudeste a diminuição foi de 25,5% e nas demais regiões foi de 33% (Centro-Oeste); 36% (Nordeste) e 37% (Norte). “O Sul sofreu mais na queda de volume de entregas, mas por outro lado é uma das regiões onde temos buscado mais alternativas para que os números voltem a crescer”, afirma.

Um exemplo é o investimento na entrega de mais de 40 mil doses da vacina contra Influenza H1N1, em Porto Alegre, em ação de parceria com unidades das redes de farmácias Agrafarma e PanVel. A Flash Courier foi selecionada para a operação por ser uma das poucas empresas de logística no Brasil com autorização para transporte de produtos certificados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Nos últimos meses a empresa registrou um forte crescimento nesse segmento de produtos certificados. As entregas de amostras grátis de medicamentos através da RX PRO dobraram, justamente porque a empresa ofereceu ao mercado uma resposta rápida para a demanda no contexto de pandemia.

Antes a Flash só realizava o transporte, mas agora, ela monta os kits de entrega nos consultórios médicos, uma vez que as empresas que realizam essa tarefa tiveram suas operações impactadas pela crise. Em números absolutos, no mês março, a Flash Courier realizou 5.650 entregas número que já deve chegar a 10 mil no fim de abril.

“Observamos as dores dos clientes e agregamos soluções que amortizem a crise no negócio deles. Além disso, novos mercados também podem se apresentar e estamos muito atentos: a ideia é encontrar novos negócios e reduzir ao máximo os impactos da crise”, completa.

As entregas também foram prejudicadas pelo encolhimento da malha aérea, que fazia boa parte dos transportes da Flash Courier.  A disponibilidade de rotas das empresas reduziu cerca de 90% e as cargas, em sua maioria, são transportadas em voos regulares de passageiros. Para se ter uma ideia, os embarques, antes quase diários, agora chegam a um por semana dependendo do destino.

No Sul, a solução tem sido investir fortemente no transporte rodoviário, uma vez que essa região pode ser facilmente coberta por caminhões, setor que tem se mostrado bastante resiliente à crise. O CEO explica que as rotas terrestres também estão prejudicadas por causa da redução da demanda, mas nas cidades do Sul o impacto é menor, aumentando no máximo em 1 dia o prazo de entrega. “O setor de caminhões tem mostrado mais uma vez sua força e determinação, mas ainda assim o impacto existe. Estamos resolvendo caso a caso, um dia por vez”, frisa Juliani.

Saída da pandemia é a tecnologia

Apesar de todo o impacto da crise gerada pelo Coronavírus, a Flash Courier decidiu manter, ainda que em ritmo mais lento, seus investimentos em um profundo projeto de estratégia de expansão, inovação e automação logística. “Antes da pandemia acometer a China, realizamos um investimento de mais de R$ 16 milhões em um projeto que contemplou a aquisição de 220 AGVs (veículos guiados automatizados), além de três esteiras, sendo dela uma esteira cross belt de 800 saídas, capacidade três vezes maior que o equipamento em uso atualmente”, detalha Juliani.

O executivo acrescenta ainda que, combinados, esses equipamentos tornarão as operações da Flash Courier uma das mais automatizadas e robustas da América Latina. “Em apenas um determinado galpão onde trabalham 35 pessoas, a capacidade de roteirização é, em média, de 6 mil pacotes por hora. Com os robôs e a esteira, esse número quase triplica, chegando a 17 mil pacotes por hora. Somado isso aos nossos WHM (Warehouse Management), além de termos uma capacidade de entrega muito maior, nosso índice de erros é quase zerado, tornando nossa operação muito eficiente”.

Segundo o CEO, é evidente que os planos da Flash Courier também foram afetados, mas a ideia é manter o foco também no médio e longo prazo.  “No ano passado, decidimos investir na certificação e regulamentação para entrega de produtos regulados pela Anvisa. Estamos colhendo o fruto dessa decisão agora, em um grave momento de crise. Esse setor está amortizando nossas perdas. Entendo que o investimento em tecnologia será ainda mais determinante no momento de retomada. Precisaremos de tração e agilidade com tudo isso passar, então manter este projeto em pé será fundamental para o momento de retomada, que seguramente virá. É para lá que estamos remando”, conclui.

Sobre a Flash Courier

Presente no mercado há mais de 25 anos, a Flash Courier é referência em logística no Brasil. Sediada em São Bernardo, no ABC Paulista, em um espaço de mais de 20.000 m², a empresa conta com 600 colaboradores diretos e 1,2 mil indiretos que atuam em parceiras. Líder no setor bancário, sua carteira de clientes é composta por agências financeiras, bancos, empresas de ingresso, gestoras de benefícios como vale alimentação, refeição e transporte, planos de saúde, entre outros segmentos. Para se ter uma ideia da proporção da operação, sua malha de distribuição realiza cerca de 1,5 milhão de entregas por mês em mais 68 mil endereços visitados por dia em todo o país, uma média de 2,2 entregas por segundo.

Nos últimos anos, a Flash Courier investiu pesado em tecnologia e inovação – como robótica, mobile, bigdata, automação e sharing economy – e no processo de adaptação às novas exigências do governo, em especial as obrigações de CT-e, MDF-e e SPED, que de maneira geral, têm o objetivo de garantir a transparência e a segurança durante o transporte. Além disso, a empresa está licenciada para operar no mercado de logística e distribuição de produtos certificados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária ANVISA, segmento que deve impulsionar ainda mais o crescimento da empresa. Mais informações: http://flashcourier.com.br/