Um disco para ouvir até gastar nas plataformas digitais

Um disco para ouvir até gastar nas plataformas digitais

Comunidade Nin-Jitsu lançou no final de julho o álbum ‘Ao Vivo 25 Anos’ com 12 músicas, uma big band e participações especialíssimas

Luiz Gonzaga Lopes

Show da Comunidade Nin-Jitsu que gerou o disco foi realizado em 8 de dezembro de 2021 no Opinião

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A banda de rock Comunidade Nin-Jitsu comemorou os seus 25 anos de existência com um show no Opinião no dia 8 de dezembro de 2021. A apresentação foi gravada e se tornou um vídeo exibido no canal Music Box Brasil em abril e que em julho ganhou as plataformas digitais com o disco “Comunidade Nin-Jitsu - Ao Vivo 25 anos”. O disco tem 12 músicas, duas delas inéditas, com a banda revisitando os seus maiores hits e dando a eles uma roupagem especial para a ocasião, com referência ao funk-soul, reggae e ska, com a presença de naipes de sopro e teclado além de participações especiais da cena musical gaúcha, como Tati Portella, Tonho Crocco e Rafael Malenotti. 

O quarteto básico da banda formado por Mano Changes (voz), os manos Nando Endres (baixo) e Fredi Chernobyl (guitarra) e Pancho Santos (bateria) acrescido dos músicos convidados Erick Endres (guitarra), Renato Dall Ago (trompete), Huberto Martins Rosa (trombone), Rodrigo José Santos Siervo (sax) e Leonardo Boff (teclado) e dos convidados especiais com os arranjos trabalhados até o limite da similaridade deram um caráter épico ao material. 

Entre as canções do disco estão “Detetive”, “Não Aguento Mais”, “Analfabeto”, “O Bagulho é um Veneno”, “Fazê a Cabeça”, “A Noite”, “Pastilha de Prosa” e “Ah! Eu tô sem Erva!”. “A gente deu uma roupagem um pouco diferente, mas com todas as nossas referências dos anos 1970, coisa mais Motown, com naipes de sopro, o Leonardo Boff tocando teclado, o Eric fazendo a segunda guitarra. A gente entregou algo que a gente sempre quis fazer com big band”, conta Mano. “Até a hora da realização do projeto, veio a vacina e pudemos fazer com público. Fomos construindo os arranjos enquanto elaborávamos a parte burocrática do projeto, ensaios como banda de garagem, fomos fazendo as roupagens, os naipes de sopro de forma virtual e fomos construindo as participações. O disco chegou agora porque fomos soltando aos poucos. Se tu soltas 12 músicas de uma vez não consegue pegar playlist editorial nas plataformas”, lembra Fredi. “Este disco e o show está como na época do LP. Tem toda uma questão de conceito, uma sequência lógica das músicas, dos arranjos, das participações especiais”, revela Nando Endres. 

Nestes 25 anos de existência a Comunidade já tocou em grandes festivais do país, na praia de Atlântida, em Xangri-Lá e em São Paulo, fez turnê por Portugal e Espanha em 2009, abriu os shows de Red Hot Chili Peppers e Foo Fighters em Porto Alegre e ganhou dois prêmios do Vídeo Music Brasil (VMB) na MTV. 

 



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