Cem dias de efetividade

Cem dias de efetividade

Presidente americano atinge metas prometidas e prepara novas medidas

Jurandir Soares

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O presidente Joe Biden completou 100 dias de governo nesta quinta-feira e na noite anterior desfilou em pronunciamento na Câmara dos Representantes um elenco de realizações de seu governo e outra série de medidas a serem postas em prática para melhorar a vida do cidadão norte-americano. É preciso destacar que aos 58 dias de governo ele já havia alcançado uma meta que traçara para 100 dias: vacinar 100 milhões de cidadãos. Ao falar na quarta-feira ele pôde se ufanar de dizer que a vacina está disponível para todo cidadão norte-americano a partir dos 16 anos. Biden também já havia concedido uma ajuda emergencial de 1.400 dólares, além de uma caixa de alimentos, para um contingente significativo. Agora, anuncia um salário mínimo de 15 dólares a hora.

Sua meta passa ser o atendimento às áreas da educação, saúde e cuidados infantis. Na educacional, o objetivo é universalizar o acesso gratuito à educação infantil para crianças de três e quatro anos. Assim, como disse, mães e pais poderão ter mais tempo livre para trabalhar. Para os jovens maiores, o plano propõe garantir dois anos de ensino superior gratuito nos Community Colleges, que são as faculdades comunitárias, que geralmente oferecem cursos de dois anos e possuem processos de admissão mais simples do que os das universidades. O presidente ressaltou que hoje os estudantes do país têm 12 anos de ensino gratuito. E seu objetivo é oferecer mais quatro. Biden também propõe aumentar o valor de bolsas a universitários de baixa renda pelo programa Pell Grants, que atende 5,5 milhões de alunos, muitos dos quais negros e de origem latina. Há também recursos previstos para melhoria da formação de professores e atração de mais jovens a essa carreira. A proposta, batizada de Plano para as Famílias Americanas, custará 1,8 trilhão de dólares ao longo de dez anos. Desse valor, 1 trilhão de dólares será em investimentos diretos, e o resto virá em forma de retirada de isenções fiscais. Como ele disse, hoje, as 55 maiores empresas do país pagam zero de imposto. Na saúde, o democrata quer ampliar o acesso a planos e a licenças médicas remuneradas, pois, diferente do Brasil, nos Estados Unidos esse tipo de benefício não é garantido por lei federal. Vai também oferecer remédios mais baratos.

O governo Biden também enveredou para a área de preservação do meio ambiente e de busca de energia limpa. Tanto que promoveu há duas semanas uma cúpula, onde os dirigentes dos principais países do mundo se comprometeram a trabalhar para a redução das emissões de gás carbônico. Internamente, o objetivo é criar empregos com a produção de veículos elétricos e criação de redes de energia limpa, entre outras iniciativas.

Na política externa, ao longo destes 100 dias de governo, Biden manteve a linha dura que Donald Trump estabeleceu com a China, ampliando as manobras militares no mar do Sul da China. E com a Rússia de Putin tem jogado com a imposição de sanções pelas interferências de hackers russos em assuntos norte-americanos. E para fechar a semana, o Departamento de Comércio anunciou um crescimento do PIB de 1,6% no primeiro trimestre em relação a igual período do ano passado. O crescimento acumulado de 12 meses é de 6,4%. Ou seja, economia também se recuperando. Assim, o chamado pelos adversários de “sonolento” está mostrando a que veio.

 


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