Como lidar com China e Rússia

Como lidar com China e Rússia

Expansionismo asiático e armas nucleares russas ameaçam outras potências

Jurandir Soares

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Os chefes de governo das sete maiores economias do mundo – Estados Unidos, Canadá, Japão, Reino Unido, França, Itália e Alemanha – estão reunidos na Cornuália, Sudoeste inglês, para discutir questões como coronavírus, meio ambiente, crescimento econômico e cooperação entre os membros do grupo. Mas outro foco do encontro é como lidar atualmente com a China e com a Rússia. O expansionismo do gigante asiático, por exemplo, é visto como uma grande ameaça. Pois parece que provocativamente, no mesmo dia do início do encontro, o jornal China Business Times postou uma foto sobre a “Rota da Seda de Ferro”, mostrando um trem saindo da estação de Wuhan com destino a Duisburg, na Alemanha, estabelecendo uma ligação vital para o envio de cargas para a Europa.

E, justamente, por esta dependência que a União Europeia tem pensamento diferente dos EUA quanto à forma de tratar com os chineses. Enquanto o presidente Joe Biden defende um distanciamento e a manutenção do enfrentamento iniciado por seu antecessor Donald Trump, a Europa entende que a China é um concorrente, mas também é um parceiro. Que é possível fazer frente ao autoritarismo chinês. Mas Biden tem ainda outro assunto importante a cobrar dos chineses: a origem da epidemia de Covid-19. E justamente a mesma Wuhan, de onde parte o trem rumo à Alemanha, foi de onde partiu o vírus que se espalhou pelo mundo e que já matou 3,78 milhões de pessoas.

Quanto à Rússia, diferentemente de Trump, que enfraqueceu a relação com os europeus, ameaçando sair da Otan, Biden quer reforçar a Aliança Atlântica para mostrar poder frente à Moscou. A propósito, Biden vai se reunir na próxima quarta-feira, em Genebra, com Vladimir Putin, e já quer deixar registradas de antemão suas restrições a determinados comportamentos do líder russo e mostrar a força da aliança que tem para enfrentá-lo. As ações do russo vão desde o âmbito interno, sufocando cada vez mais a oposição, como tem feito com seu principal opositor Alexei Navalny, até o externo como o apoio aos separatistas do Leste da Ucrânia e ao ditador da Belarus, Alexander Lukashenko. Mais do que isto, preocupam os ataques cibernéticos que têm sido feitos por hackers russos, assim como as armas nucleares.

E vale salientar ainda que, justamente para reforçar a recuperação da aliança com os europeus, além dos integrantes do G-7, a reunião conta também com a participação da União Europeia, representada pelo presidente do Conselho Europeu, organismo que reúne os 27 países integrantes do bloco. Enfim, é preciso mostrar coesão para lidar com a China e com a Rússia.

 


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