Vancouver, sinônimo de qualidade de vida

Vancouver, sinônimo de qualidade de vida

Oportunidades de trabalho e segurança são algumas das características da cidade canadense

Jurandir Soares

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Motivos familiares me trouxeram a Vancouver, cidade que eu há algum tempo tinha curiosidade de conhecer, devido às informações que a colocam entre as melhores do mundo para se viver. E constatei que é uma realidade. Espraiando-se por quatro direções ao longo da baía que a domina, esta importante cidade da Colômbia Britânica, situada no extremo Oeste do Canadá, consegue aliar trabalho, desenvolvimento e qualidade de vida. O centro da cidade, o downtown, é chamado somente de Vancouver, que é uma península onde, aliás, situa-se um dos mais movimentados portos do país. O que se poderia chamar de bairros ou cidades metropolitanas são as que acrescentam os nomes dos pontos cardeais: Vancouver Norte, Vancouver Leste, etc. Estas áreas vão se estendendo ao longo da floresta Boreal, que é dominante no país. Aliás, algo que faz com que em Vancouver as casas sejam praticamente todas construídas com madeiras. São de paredes duplas, e por dentro circula a calefação. E justamente por estarem muito próximos da floresta, os moradores dessas casas de vez em quando recebem a visita de um urso. A propósito, pela floresta há muitas trilhas e pistas de corrida, o que faz com que as pessoas portem sininhos para afastar os ursos.

São 627 mil habitantes que cumprem uma jornada de trabalho que se estende das 9 da manhã às 5 da tarde. Como nesta época do verão o dia clareia às 4h e só vai escurecer depois das 10 da noite, sobra um tempo enorme para o lazer. E são múltiplos os centros de lazer, em sua grande maioria subvencionados pela prefeitura, fazendo com que o frequentador pague apenas uma taxa pequena, que não pesa no orçamento. Nesta época do ano a temperatura chega até os 30 graus, mas a paisagem continua contemplada com a neve no topo das altas montanhas que circundam a cidade e onde, no inverno, funcionam as estações de ski. Verde é o que não falta, e há uma preocupação muito grande com a sustentabilidade. Não é sem razão que já estão se proliferando por aqui os carros elétricos, principalmente, os da Tesla. Há também a geração de energia limpa e reciclagem de materiais. A separação do lixo é rigidamente seguida pela população.

À população local vieram se somar nos últimos anos pessoas vindas especialmente da Ásia: chineses, japoneses, coreanos, indianos e paquistaneses. Embora a maior parte dos brasileiros que migraram para o Canadá tenha se estabelecido em Toronto, por aqui também é significativa a presença dos compatriotas. Oportunidades existem. E são múltiplas, mas quem quiser vir tem que avaliar duas situações. Uma é a distância. É muito longe, especialmente para nós do Rio Grande do Sul. Outra – falei das oportunidades que se apresentam nos longos dias de verão – tem o contrário, com os curtos dias de inverno, quando clareia às 9h e escurece às 4 da tarde. Os brasileiros com quem falei por aqui dizem que a oportunidade de trabalho, a qualidade de vida e a segurança compensam. Aliás, segurança é algo que chega a nos chocar. As casas não têm cerca. Carros e as poucas motos que existem podem ficar na rua durante a noite, assim como brinquedos das crianças. E um detalhe: as portas das casas têm fechaduras, mas que nem precisam ser usadas. Para finalizar, Vancouver é um grande centro cinematográfico, muitíssimo utilizado pelas produtoras de Hollywood. As condições cênicas e os custos menores explicam esse deslocamento. E você viver num lugar seguro, que lhe oferece acesso a baixo custo de excelentes serviços de educação e saúde, com todo o conforto, com amplas possibilidades de trabalho, em meio a uma paisagem deslumbrante, não tem preço.

 


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