Ah, ah, ah, estou numa live...

Ah, ah, ah, estou numa live...

Durante 110 dias para mais de 2,6 milhões de visualizações, o Correio do Povo ao Vivo Lá em Casa foi o entretenimento perfeito para os finais de tarde durante a pandemia em 2020

Jorge Vercillo participou da live em maio e brincou com o gesto do vida longa e próspera do Jornada nas Estrelas

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Esta foi uma paródia da música “Staying Alive”, dos Bee Gees, que eu inventei no início deste ano. Sempre que alguém tentava contato comigo à tardinha, eu dizia: “Estou numa live”. O ano foi muito difícil na cultura. De uma hora para outra, março não teve mais nada cultural presencial e eu e o pessoal de Multimídia do CP não deixamos passar uma semana e criamos o CP ao Vivo Lá em Casa, na última semana de março. De lá para cá, foram mais de 110 edições e mais de 2,6 milhões de visualizações. Durante nove meses neste 2020, eu “estive na casa” de grandes personalidades da música, num primeiro momento. Papos com os grandes aqui do Sul, como Antonio Villeroy, Nei Lisboa, Nelson Coelho de Castro, Zé Caradípia, Duca Leindecker, Serginho Moah, Bebeto Alves, Adriana Deffenti e de personalidades do centro do país, como Ivan Lins, Jorge Vercillo, André Mehmari, Isabella Taviani, Bruno Gouveia (do Biquíni Cavadão), Mú Carvalho, Claudio Venturini (14 Bis), Victor Biglione, Maurício Pereira, Tico Santa Cruz, Rodrigo Suricato. Grandes descobertas eu tive com cantoras e compositoras com menos de 30 anos, mas com uma carreira já madura, como DAY, Carol Biazin, Tuca Mei e Pilar. Foi como se eu pegasse quatro meses da minha vida e trabalho e mergulhasse nas vidas, nas carreiras de músicos e também de artistas visuais, gestores, escritores. Pude fazer uma live com o meu parceiro Juremir Machado da Silva, que disse que a melhor coisa da vida profissional dele foi ter conduzido o “Esfera Pública”, com Taline Oppitz, e editar o Caderno de Sábado comigo. Ivan Lins confessou que tem muita saudade do Geraldo Flach (já falecido) e do Juarez Fonseca. Conversei com o patrono da Feira do Livro de Porto Alegre, Jéferson Tenório, e ele me disse que fui um dos primeiros a fazer uma crítica e reconhecer o primeiro livro dele, “O Beijo na Parede”. O humor também teve seu lugar nas lives, pois Nando Viana, um dos comediantes gaúchos de maior destaque no centro do país, também nos recebeu virtualmente em sua casa. Para mim e para a estagiária Camila Souza, Nando falou que não gosta de fazer interação no stand up que constranja o público, procurando sempre uma cumplicidade, mas não expondo o espectador. Conheci alguns gatos, como o do escritor Gustavo Czekster, da Isabella Taviani (e os fãs que são peixinhos), filhos, amigos, namorados, namoradas. Na live de Tuca Mei, o namorado Miguel de Sender entrou para um duo. Na live de Arthur de Faria, a esposa (atriz) Áurea Baptista entrou para cantar duas músicas. Arthur foi coentrevistador de Maurício Pereira. Tivemos Marcelo Delacroix, Adriano Trindade, Luiza Caspary, Charles Theone, o sambista e pagodeiro Salgadinho, uma reunião maravilhosa da banda oitentista Os Eles, que foi no Dia dos Namorados, com muita gente oferecendo a live para suas parcerias afetivas. Um grande fenômeno da música nacional e internacional, e que tem base em Novo Hamburgo, o Overdriver Duo teve recorde de público assistindo ao vivo. Foram mais de 150 mil visualizações em menos de 12 horas. Foi uma experiência única neste 2020. Quero agradecer ao parceiro da técnica, Israel Mesquita (e também ao Matheus) e principalmente ao coordenador de Multimídia, Jonathas Costa por acreditar na força da live. Em 2021 tem muito mais. 


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