Brasil na telona

Brasil na telona

Marcos Santuario

A Suspeita, filme com Gloria Pires

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No mês em que se comemora o Dia do Cinema Brasileiro, há títulos nacionais que já estão nos cinemas, ou chegam em breve, e que merecem ser vistos. A produção nacional vai demonstrando sua força criativa e sua capacidade de superar as dificuldades impostas em vários campos. Criatividade e vigor se pode ver por exemplo na direção do talentoso realizador Aly Muritiba, que estreou seu “Jesus Kid” nas telonas esta semana. O longa-metragem, com toques de drama, thriller e comédia, apresenta Eugênio, um escritor de livros de faroeste que está passando por uma crise, vivido por Sérgio Marone. Depois do fracasso do livro do seu personagem mais famoso, Jesus Kid, o autor é contratado para escrever o roteiro de um filme. Ao lado de Paulo Miklos, Sergio Marone e Maureen Miranda, a trama vai crescendo na tela, transitando de forma criativa por vários estilos. Por esta e outras qualidades, o filme de Muritiba foi um dos selecionados e muito aplaudido no Festival de Cinema de Gramado 2021. 

Para outras audiências do cinema nacional também vale ver dois documentários que estão nas telas. O primeiro é “Espero que Esta te Encontre e que Estejas Bem”, de Natara Ney, sobre um casal apaixonado, procurado a partir de cartas de amor descobertas; e o outro é “Brasileiríssima”, de André Bushatsky, documentário que propõe uma viagem pelo patrimônio sociocultural do maior entretenimento já criado no Brasil: a novela. 

Em breve tem mais brasileiros para saborear no cinema. “A Suspeita” tem estreia marcada para o próximo dia 16, em parceria de Gloria Pires (foto) e Pedro Peregrino, com foco sobre o Mal de Alzheimer. A produção, que deu a Glória o prêmio de Melhor Atriz no 49ª Festival de Gramado, se centra em uma comissária exemplar da Polícia Civil do Rio de Janeiro que, em meio a uma investigação que envolve seus colegas de trabalho, descobre que sofre do mal de Alzheimer, o que torna seu trabalho muito mais desafiador. E vai chegar também “Amado”, dirigido por Edu Felistoque e Erik de Castro, combinando ação, drama e reflexão. O longa trata de poder paralelo e milícias em Brasília, com Sérgio Menezes como o Cabo Amado, um policial da Ceilândia que só quer fazer seu trabalho bem feito, mas é cercado por corrupção e violência por parte dos colegas. Brasil profundo.


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