Noite de Gre-Nal

Noite de Gre-Nal

Embate clássico não tem favorito

Nando Gross

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Pela segunda vez na história, o clássico Gre-Nal será disputado pela Libertadores da América. O primeiro terminou empatado em 0 a 0 e com direito a pancadaria no final. Foi um jogo onde o Inter se mostrou mais organizado e, mesmo com o resultado, mostrou superioridade em relação ao seu adversário.

Mas isto foi antes da pandemia que mudou o planeta, tempos de estádios lotados e muitas aglomerações. A orientação agora é o “distanciamento social” e isto afetou o futebol de uma forma profunda. Logo no retorno dos jogos no Brasil e claro, sem a presença da torcida, ficou clara a diferença em relação a tudo o que estávamos acostumados.

Na relação Gre-Nal, o Inter mostrou mais dificuldades de adaptação e afundou no Campeonato Gaúcho, sendo inferior ao Grêmio em todos os confrontos na competição. Nada a ver com aquele time que tinha terminado o clássico pela Libertadores jogando melhor do que o seu adversário. No momento, o time de Coudet é líder do seu grupo na Libertadores e segundo colocado no Brasileirão, situação bem melhor que a do Grêmio de Renato. A questão é saber se isso irá se materializar na hora do confronto. São nove Gre-Nais em que o Inter não sabe o que é vencer. Mais um empate e fecharia o número 10 sem derrotar o seu maior rival.

Não há favoritos e muito menos é possível apontar uma superioridade de um relação ao outro, mas é verdade que o time colorado tem se mostrado mais consistente e com resultados melhores. Ao mesmo tempo, não há como negar o fato de que o Inter se mostra inferior ao Grêmio no momento da disputa. Portanto, está tudo em aberto e, em se tratando de clássico Gre-Nal, isso não é nenhuma novidade.

As opções de Coudet

A principal dúvida colorada parece ser mesmo Patrick, com lesão muscular. Edenilson está fora, assim como Moisés mas, neste caso, acho que o Inter terá um ganho com a entrada de Uendel. Para o lugar de Edenilson, são várias especulações. Tudo indica que Coudet vá escalar um time com Lindoso e Musto juntos. O meio então teria Musto; uma linha de três com Lindoso, Boschilia e Patrick; e na frente Thiago Galhardo e Abel Hernández. E se Patrick não jogar? Eu não escalaria Nonato, a fase dele é muito ruim. As opções seriam D’Alessandro, Leandro Fernández (recuando Galhardo) ou ainda Johnny. Minha opção seria pelo recuo de Galhardo para a linha de três com a entrada de Leandro Fernández.

Dupla R. R. na zaga

Renato tem muitos problemas, mas nada é mais preocupante que a dupla de zaga. Dificilmente Geromel ou Kannemann poderão jogar, talvez um deles, ou nenhum. Se isto acontecer, a zaga teria os jovens Rodrigues e Ruan, uma dupla inédita para começar o clássico. Outra opção seria Marcelo Oliveira, mas este não atua desde março de 2019, seria muito arriscado promover a sua volta num jogo tão importante.

A culpa é do futebol

Imaginávamos que solidariedade, paciência e compreensão seriam as marcas da nossa população quando voltássemos com as atividades normais em meio à pandemia. Pois estamos vendo que nada disso está acontecendo, e no futebol a situação até piorou. Todas as frustrações desses dias malucos que estamos vivendo estão sendo extravasadas em atitudes violentas por parte de torcedores, seja de forma presencial ou no tribunal das redes sociais. O ambiente está violento, e o mau humor tem sido a tônica nos debates esportivos.


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