O negacionismo de Renato

O negacionismo de Renato

Em geral, quando perguntado sobre os acontecimentos de campo, responde sobre algo que definitivamente não aconteceu.

Nando Gross

Pode estar chegando a vez de Ferreira na equipe titular do Grêmio

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O dicionário de português define um negacionista como uma “pessoa que nega ou não aceita como verdadeiros conceitos comprovados cientificamente. Indivíduo que nega a veracidade de alguma coisa ou coloca em perspectiva a sua veracidade.”

Renato Portaluppi no futebol se encaixa perfeitamente nesta definição. Em geral, quando perguntado sobre os acontecimentos de campo, responde sobre algo que definitivamente não aconteceu. É uma espécie de realidade paralela, que poderíamos chamar também de pós-verdade, “situação na qual, na hora de criar e modelar a opinião pública, os fatos objetivos têm menos influência que os apelos às emoções e às crenças pessoais”.

Renato convoca os torcedores para combater todos aqueles que o criticam, quer transformá-los em justiceiros, mas não explica o jogo, apenas distribui acusações, se diz cansado, e o time repete erros e acumula maus resultados.

Domingo, o desafio é vencer o Palmeiras em São Paulo. O Grêmio já fez isso e sabemos que em futebol não existe nada definido antes de a bola rolar, mas o desempenho atual do Grêmio não transmite otimismo.

A vez de Ferreira

Os jogadores que o Grêmio mais apostava na hora da decisão acabaram decepcionando no primeiro jogo contra o Palmeiras. Jean Pyerre, Pepê e Matheus Henrique estiveram bem abaixo do esperado e, no aspecto coletivo, o time gremista mais uma vez naufragou.

O Grêmio marca mal, não pressiona o jogador que tem a posse da bola, concede espaços para os adversários e, quando vai propor o jogo, não tem objetividade. São toques laterais que em geral não resultam em situação de gol.

No domingo, o time gremista só se tornou mais agudo quando teve um jogador a mais e principalmente a presença de Ferreira em campo. Mesmo marcado, teve vitórias individuais e proporcionou o que de melhor o Grêmio teve no aspecto ofensivo. E atuando pelo lado direito, que é onde eu acredito que renda mais. Um jogador que procura a linha de fundo e faz com que o lateral tenha muito mais que se preocupar com ele do que o contrário.

No jogo da volta, em São Paulo, eu não hesitaria em momento algum em colocá-lo desde o início na equipe titular.

O futebol e a pandemia

Os números da pandemia são assustadores, temos pacientes aguardando leitos de UTI e o nosso sistema de saúde está em completo colapso. O governador assumiu a responsabilidade e tomou medidas drásticas para conter o avanço da pandemia, já que só aumentam os números de infectados e mortos.

O futebol está autorizado apenas a partir das 20h e, é claro, com portões fechados, o que acredito seguirá até o final do ano. Só há uma saída: vacinar toda a população o mais rápido possível, é isso que vai garantir a retomada da economia. Enquanto isso, só nos resta fazer a nossa parte e tomar todos os cuidados possíveis, evitando aglomerações e saindo de casa apenas quando realmente for necessário.

Daniel se candidata

O goleiro Daniel, de 26 anos, foi o grande destaque na vitória do Inter por 1 a 0 em cima do Juventude, segunda-feira, na estreia do Gauchão. Não porque o time colorado tenha sido muito pressionado, mas por conta de duas defesas em duas cabeçadas, com intervalo de pouco mais de um segundo, onde Daniel operou dois milagres e evitou o gol do Juventude. Foram defesas de puro reflexo.

O novo técnico do Inter estava no Beira-Rio, e certamente Daniel ganhou muitos pontos na corrida pela titularidade.


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