Guerra espiritual

Guerra espiritual

O cristianismo sempre foi o maior obstáculo aos anseios revolucionários. É mais do que uma guerra política ou cultural

Rodrigo Constantino

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Cenas chocantes se espalharam pelas redes sociais este fim de semana, com igrejas incendiadas no Chile. Os marginais estariam comemorando um ano das manifestações que espelharam terror e caos no país, e que assustaram inclusive o presidente Bolsonaro. Foi por receio de a esquerda radical replicar no Brasil o fenômeno, principalmente após a soltura de Lula, que Bolsonaro decidiu adiar o envio da importante reforma administrativa.

Enquanto o público via a torre de uma igreja cair em chamas, as chamadas dos jornais falavam em “protestos por igualdade”. Isso mostra o abismo entre as reportagens e a realidade, e explica a queda da credibilidade de muitos veículos de comunicação. A imprensa sempre alivia a barra da extrema esquerda, e basta lembrar que descreviam os vândalos das torcidas organizadas como “manifestantes pela democracia”, só porque eram contra o governo Bolsonaro.

O que vemos no Chile é um sintoma de uma doença mais grave: o ataque aos pilares cristãos do Ocidente. Na França, perto de Paris, um professor foi decapitado só por mostrar caricaturas de Maomé em aula. Em Londres, um jovem rebelde arrancou a cruz de uma igreja. Uma união nefasta entre radicais islâmicos e extremistas de esquerda tem ameaçado o legado ocidental, sob a complacência dos jornalistas acovardados ou simpáticos ao socialismo.

A Bolívia voltou às garras do Foro de São Paulo, com a vitória do poste de Evo Morales e seu Movimento Ao Socialismo. Alguns “jornalistas” já tentam pintar Luis Arce como um “moderado”. São os mesmos que achavam Lula “moderado”. Todos do Foro de SP se inspiram no ditador Fidel Castro, e enxergam a democracia como um mero instrumento de poder. Não são apenas “populistas”; são revolucionários comunistas, e o perigo jamais pode ser subestimado.

A Argentina mergulha rápido no abismo, pois os socialistas também voltaram ao poder. E até nos Estados Unidos há risco de derrota de Trump, o que significaria a vitória de um Partido Democrata bem mais radical, que chega a apoiar até movimentos terroristas como a Antifa.

O cristianismo sempre foi o maior obstáculo aos anseios revolucionários dessa turma. É mais do que uma guerra política; é mais até do que uma guerra cultural: é uma guerra espiritual. E o lado do Mal encontra no cristianismo seu principal alvo, não por acaso. Mas não pode falar em “cristofobia”, pois isso “não existe”, só a “islamofobia”, ou seja, qualquer crítica legítima ao Islã.

Por fim, é lamentável ver a postura do papa Francisco, com claro viés “progressista”. Sempre tão rápido em denunciar “ameaças à Amazônia” ou coisas do tipo, seu relativo silêncio sobre os ataques chilenos gritam bem alto acerca de suas prioridades. Que falta faz um João Paulo II...


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