A semana promete

A semana promete

Luiz Henrique Mandetta será o primeiro a depor na CPI, amanhã

TALINE OPPITZ

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As articulações em Brasília foram intensificadas durante o fim de semana. É grande a expectativa em torno do primeiro depoimento à CPI da Covid, mas a semana inteira será movimentada. A estreia acontece amanhã, com o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta (Dem), demitido em função de divergências com o presidente Jair Bolsonaro na linha de condução de enfrentamento à pandemia. Desde então, se tornou um crítico cada vez mais incisivo das ações do governo, e do presidente, pessoalmente, pela postura adotada no combate ao coronavírus. O segundo a depor, também amanhã, será Nelson Teich, que sucedeu Mandetta no cargo. Durou pouco. Permaneceu menos de um mês no comando e pediu para sair. Foi quando Bolsonaro decidiu colocar um militar à frente do Ministério da Saúde: o general Eduardo Pazuello, que irá depor na quarta-feira. Antes mesmo dos trabalhos, ele já é um dos principais alvos de opositores do Planalto na CPI, em função da sua gestão considerada errática na pasta. Os aliados do governo estão igualmente fardados para minimizar os impactos e danos gerados. Na quinta-feira, será a vez do atual ministro, Marcelo Queiroga ser ouvido pelos senadores, seguido pelo presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Antonio Barra Torres. Paralelamente, estão em curso investidas jurídicas de aliados de Bolsonaro para impedir que Renan Calheiros (MDB) siga na relatoria da CPI, o que representa movimento arriscado. Quem acompanha a longa trajetória de Calheiros sabe que ele não costuma deixar barato. A semana promete


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