Colapso deixa Rio Grande do Sul em bandeira preta e sem cogestão

Colapso deixa Rio Grande do Sul em bandeira preta e sem cogestão

Resistência entre prefeitos era previsível

Mauren Xavier (Interina)

Governador afirma: "não é possível esperar"

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O que era um indicativo se confirmou. Não havia outro caminho, pelo menos neste momento, para o governador Eduardo Leite (PSDB) do que decretar a suspensão da cogestão e determinar que todo o Rio Grande do Sul entre em bandeira preta a partir deste sábado e até o domingo da próxima semana para tentar conter efetivamente o avanço descontrolado da pandemia e o colapso no sistema de saúde. Em várias ocasiões, durante a sua manifestação, no encontro com prefeitos, era de que “não há tempo a se perder” e que “não é possível esperar”.

Era previsível a resistência de prefeitos, entre eles o de Porto Alegre, Sebastião Melo (MDB), que, nos bastidores, vinha exercendo força política,  para manter a possibilidade de os municípios  adotarem medidas menos restritivas daquelas que estavam expostas no Modelo de Distanciamento Controlado. Apesar daqueles que criticavam que o governador deveria ter pulso e assumir o controle das decisões no Estado, a decisão de Leite não é simples. Não trata-se de uma  mera queda de braços entre gestores, para saber quem manda mais. Como o governador afirmou, não basta ele decidir uma coisa se não houver a adesão dos demais, neste caso, dos prefeitos que são os que têm poder de decisão e fiscalização.

É neste ponto que recai o efetivo desafio do enfrentamento da pandemia no Rio Grande do Sul. Não bastam os alertas, os números, as declarações, se cada um de nós não aderirmos nessa luta. Sim, o cansaço chegou. Afinal, quem poderia imaginar que após um ano de pandemia, de discussões de medidas, de abre e fecha, de mudanças de hábitos, chegaríamos a essa situação alarmante. Mesmo assim, agora, mais do que nunca, precisamos assumir a responsabilidade. Não adianta o governo alerta e tantos ignorarem ou tentar rejeitar a realidade. Não há como tapar o sol com a peneira. Mas é possível enfrentarmos. Juntos.

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